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sábado, 25 de julho de 2009

A Dança

Depois de algumas turbulências, estou de volta, e já estou preparando um post bem legal sobre a música árabe, e também voltarei a frquentar os queridos blogues que amo ler. Mas só pra não deixar esse bloguezinho às moscas, postarei um poema lindo.

O que seria da vida sem poesia? Adoro! Um pouco de Neruda pra vocês:

Não te amo como se fosse rosa de sal,
topázio ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo secretamente,
entre a sombra e a alma..

Te amo como a planta que não floresce
e leva dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascender da terra..

Te amo sem saber como, nem quando,
nem onde, te amo directamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Se não assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que a tua mão sobre meu peito
é minha tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.

Pablo Neruda

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Um poema para inspiração

Dança de Matisse


Eu Louvo a Dança


Louvada seja a dança
porque ela libera o homem
do peso das coisas materiais
e une os solitários para formar sociedade.

Louvada seja a dança que tudo exige e fortalece,
saúde, mente serena e uma alma encantada.
A dança significa transformar o espaço,
o tempo e a pessoa, que sempre corre perigo
de se desfazer e ser ou somente cérebro,
ou só vontade ou só sentimento.

A dança porém exige o ser humano inteiro,
ancorado no seu centro,
e que não conhece a obsessão da vontade de
dominar gente ou coisas,
e que não sente a demonia de estar perdido em
seu próprio ser.

A dança exige o homem livre e aberto
vibrando na harmonia de todas as forças.
Ó homem, ó mulher, aprende a dançar,
senão os anjos do céu não saberão o que fazer contigo.

Santo Agostinho