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domingo, 6 de maio de 2012

A pura emoção de Pina Baush



O documentário se resume com as próprias palavras de Pina:

"Dance com amor, dance por amor"

Foi tão importante ver esse filme e acredito que ninguém imagina o quanto e nem o porquê. Mesmo com um tempinho de atraso, consegui vê-lo, e admiro ainda mais o trabalho dessa mulher que revolucionou o movimento e a dança.

E não tem como não se emocionar e se maravilhar com o trabalho dela e com o resultado do documentário. Eu mesma sou fã de carteirinha de Pina, e sonho em me expressão dessa maneira, não exatamente realizando esse tipo de trabalho mas, falar com o corpo, que cada movimento meu descreva os meus sentimentos.

Essa é a minha busca do momento rs. Ainda mais que hoje, agorinha soube que fui selecionada para a banca da Pré... aiaiai, ainda me vejo no longo trabalho.

Para quem quiser conhecer mais sobre a Pina segue esse texto e alguns links legais falando do filme:

"A coreógrafa e bailarina Pina Bausch (Philippine Bausch), nasceu em 27 de julho de 1940 na cidade de Solingen, Alemanha. Em 1958, ela se formou na escola Folkwang, em Essen, também na Alemanha. Depois ela continuou aprendendo dança nos EUA, onde passou três anos e estudou na Juilliard School of Music, em Nova York, de 1959 a 1962. O trabalho da bailarina, que estreou como coreógrafa em 1968, caracteriza-se por uma junção de teatro e dança moderna, que refletia sentimentos humanos como a tristeza e o amor. Entre as suas produções mais conhecidas estão "Komm tanz mit mir" ("Vem, Dança Comigo", 1977), "Café Müller" (1978), "Keuschheitlegende" ("Lenda de Castidade", 1979) e "Viktor" (1986). Parte dos trabalhos da companhia Tanztheather Wuppertal de Bausch tomou por referência países por onde passou desde a década de 1980. A coreografia "Rough Cut" é dedicada à Coreia do Sul, por exemplo, e "Água", de 2001, é fruto da passagem da coreógrafa pelo Brasil. Em 2007 ela ganhou o Prêmio Kyoto, importante prêmio de dança, em homenagem ao seu trabalho, rompendo a fronteira entre dança e teatro e estabelecendo um novo parâmetro da arte teatral. No mesmo ano, o Festival de Dança da Bienal de Veneza premiou a bailarina com o Leão de Ouro pelo conjunto de sua obra. O trabalho de Bausch pode ser visto também no filme "Fale com Ela" (2002), de Pedro Almodóvar, que apresenta as coreografias "Masurca Fogo" e "Café Müller". Pina Bausch morreu aos 68 anos no dia 30/6/2009 em Wuppertal, Alemanha, vítima de câncer.Era diretora artística do Teatro de Dança de Wuppertal desde 1973".

sexta-feira, 3 de julho de 2009

De arrepiar

Para quem não conhece, coloco mais um vídeo da Pina Bausch em Le Sacre Du Printemps, com o grupo que ela dirigiu, Wuppertal Dance Theater. Lindo, lindo e lindo! Minha inspiração para ter uma expressão corporal perfeita, como a dela.

E o outro é da coreo Vollmond: dispenso meus comentários! Ousadia, bom gosto, inovação...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Adeus Pina Baush

Coreógrafa e bailarina alemã Pina Bausch morre aos 68 anos Dançarina era conhecida pelo estilo expressionista único de dança.
Segundo comunicado, ela morreu de câncer cinco dias após diagnóstico.

Que perda!

Iria escrever sobre outra coisa, mas quando vi essa notícia mudei de idéia, porque Pina... foi fantástica! Desenvolveu um jeito único de dançar : a Dança - Teatro, que teve início com Laban e seus dicípulos - e ela sempre contou histórias de sua vida, de outros e de diversos povos em suas coreografias. Isso é um super resumo... vale a pena ler os livros... inclusive, como ela misturava os universos feminino e masculino em suas criações, o Almodóvar interessou-se e a inseriu em seu filme: Fale com Ela.

Ela foi a própria expressão, a própria dança, o movimento puro que vem da alma e transcende o mundo carnal e efêmero.
Em 2007, Pina Bausch foi agraciada com o Prêmio Kyoto e, em 2008, com o Prêmio Goethe. Em 2008, o cineasta Wim Wenders estava preparando documentário sobre ela.

Produções "Komm tanz mit mir" ("Vem, Dança Comigo", 1977) "Keuschheitlegende" ("Lenda de Castidade", 1979) "Viktor" (1986), ou "Café Muller". "Rough Cut" (dedicada à Coréia do Sul) "Água" (2001, é fruto da passagem da coreógrafa pelo Brasil).

Escrever [e dançar] é tantas vezes lembrar-se do que nunca existiu. Como conseguirei saber do que nem ao menos sei? assim: como se me lembrasse. Com um esforço de memória, como se eu nunca tivesse nascido. Nunca nasci, nunca vivi: mas eu me lembro, e a lembrança é em carne viva.
Clarice Linspector

terça-feira, 9 de junho de 2009

O superego parte 2 - a explicação

Vou retomar do post sobre o superego... meninas! Acho que não fui bem explícita no que queria dizer, porque não estava discutindo sobre cópias, criações e etc. Queria apenas falar de como a nossa auto análise atrapalha nosso processo criativo. E essa auto análise, a auto crítica, são frutos do superego (bem resumido é a moral, os bons costumes, as regras inconscientes).

Como muitas vezes nos limitamos a fazer as mesmas coisas, não nos permitindo experimentar o novo, devido ao medo de errar ou ser rídiculo para os outros. E citei alguns artistas inovadores... imagina se eles tivessem desistido dos seus processos criativos?

Claro que há a frase: Nada se cria tudo se copia - não copiamos várias bailarinas, quando as estudamos? Porém... a nossa forma de decodificar a linguagem pode ser criativa e inovadora. Afinal, cada um tem seu corpo, sua linguagem, suas vontades, suas limitações e suas interpretações.

Agora, mais um exemplo, dessa vez ponho o video de Pina Baush com Cafe Muller - no filme Fale com Ela, do Almódovar tem um trechinho desse espetáculo. Ela dança direto com os olhos fechados e é criadora da modalidade Dança - Teatro.