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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Dançar é como crescer
De volta! 2013 está apenas começando e porque não iniciar o blog com uma texto que resume o nosso caminho na dança?
O li no facebook, compartilhado pela Mahaila el Helwa, e não sabemos a autoria, ele é lindo, simples e fala tudo sobre o que é dançar e como é esse caminho.
bjos e feliz 2013!
"Dançar é como crescer
Um processo lento, cheio de surpresas e lutas.
A realização de feitos que parecem
impossíveis de se concretizar.
Acrobacias que exigem muito mais que
horas de treinamento.
Que só a ousadia tem a capacidade de explicar.
Um constante aprendizado
para o qual nem sempre acham necessário nos preparar.
É preciso ter talento.
Saber misturar, em doses certas,
força e sensibilidade.
Conhecer limites e capacidades.
Sem temer fracassos.
Amar. Amar-se
Sem medos.
Corpo e mente em perfeita harmonia
Essa integração é o segredo da eterna liberdade,
que nos permite alcançar vôos muito, mas muito maiores.
Isto é Dançar!!!"
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Estilo

De acordo com Fayga Ostrower, estilo é:
O homem desdobra o seu ser social em formas culturais. O estilo por exemplo. O estilo não se refere só a determinada terminologia. Abrange a maneira de pensar, de imaginar, de sonhar, de sentir, de se comover, abrange a maneira de agir e reagir, a própria maneira de o homem vivenciar o consciente e as incursões ao inconciente. O estilo é forma de cultura. Seria de todo impossível preordenar as formas estilísticas, inventá-las, tão impossível quanto seria inventar formas de cultura ou modos de viver. Os estilos correspondem a visões de vida.
Coincidência demais esse tema com o curso da Lu sobre a criação do estilo, pena que dou aula de domingo e não poderei fazer. Mas é que esse assunto me interessa, já estava pesquisando sobre ele, e resolvi escrever somente agora. Portanto, discussões são vem vindas!
Ao meu ver a criação de um estilo próprio é um processo eterno, intuitivo, de pesquisa e muito trabalho. Tanto para nós da dança, como para todos os outros artistas das outras linguagens. É um caminho de busca para chegar a criação de um estilo próprio.
E esse estilo é mutável, como já diz a citação que coloquei no início. Pois depende da cultura.
Primeiro, acredito que devemos ser fiéis e sinceras conosco, nada melhor do que possuirmos um auto conhecimento, para poder criar - esse ponto é hiper importante.
Quando nos conhecemos e procuramos ser sinceras, delimitamos nosso campo de influência selecionando o que "gostamos", ou melhor, o que nos afeta de modo afetivo. Dessa forma, adicionamos os valores que julgamos ser importantes para nós.

Há quem goste de arte egípcia, renascentista, de música clássica e etc, porém há aqueles que não se identificam com nenhuma destas expresões artísticas. O que é melhor nesse contexto? O popular, ou o erudito? O moderno ou o clássico? Um estilo será desvalorizado por razões emocionais, de acordo com a personalidade da maioria?
Vamos a uma polêmica: na dança do ventre há as que falam "Sou estilo egípcio", " Sou estilo argentino" e etc... pra mim isso é uma bobagem, porque estamos no Brasil, esses estilos que temos como base já sofreram alterações, já que não são passados pelas próprias profissonais dos países, e nós no momento que decodificamos essas danças, já adicionamos nossos valores. Portanto, há mudanças, alterações e esse estilo já não é puro.
Eu prefiro dizer: estudo tudo, pego o que gosto e tenho uma tendência pro egípcio por isso, por aquilo e por ai vai.
Será que nossa opinião não está engessada nos moldes da sociedade em que vivemos, que já intitula que é vendavél, o que tem qualidade, de bom gosto, cultural e artístico? Como selecionar estilos a partir da técnica, subtraindo os sentimentos para criar o próprio estilo?
Parece um pouco impossível, mas é importante ver TUDO, ler de tudo, ouvir de tudo, sem discriminação, dessa forma teremos muitas referências que nos ajudarão selecionar as que nos identificamos para agregar um valor. O Abujanra dá essa dica, gostem ou não dele, ele é fera e a dica é ótima.

O assunto é enorme, e escreverei mais sobre a criatividade e criação no meu outro blog Novos Olhares, mas aqui já dei uma pincelada. E o importante, no meu ponto de vista, é:
1- Acreditarmos no caminho que escolhemos e nas nossas realizações;
2- Sermos fiéis com nossos valores;
3- Definir o que queremos mostrar, expressar com o nosso trabalho artístico;
4- Pesquisar e estudar TUDO - quanto mais melhor;
5- Seguir nossos gostos e vontades verdadeiros, não deixarmos nos levar pelo modismo, senão seremos as marionetes do sistema;
6- Procurar sempre ser autêntico;
No Novos Olhares, falei sobre a Dona Isabel, exemplo de uma artista que trabalhou muito pra criar seu estilo, e o melhor, sem nenhuma influência externa - seria uma contradição? Vale a pena ler!
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Um novo blog
Criei um novo blog: Novos Olhares - para discutir design, artes, filosofia e estética!
Visitem!
Semana dura: fechamentos de nota no Senac, preparação pro seminário no sábado, trabalhos... próxima semana, estou de volta.
Visitem!
Semana dura: fechamentos de nota no Senac, preparação pro seminário no sábado, trabalhos... próxima semana, estou de volta.
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terça-feira, 9 de junho de 2009
O superego parte 2 - a explicação
Vou retomar do post sobre o superego... meninas! Acho que não fui bem explícita no que queria dizer, porque não estava discutindo sobre cópias, criações e etc. Queria apenas falar de como a nossa auto análise atrapalha nosso processo criativo. E essa auto análise, a auto crítica, são frutos do superego (bem resumido é a moral, os bons costumes, as regras inconscientes).
Como muitas vezes nos limitamos a fazer as mesmas coisas, não nos permitindo experimentar o novo, devido ao medo de errar ou ser rídiculo para os outros. E citei alguns artistas inovadores... imagina se eles tivessem desistido dos seus processos criativos?
Claro que há a frase: Nada se cria tudo se copia - não copiamos várias bailarinas, quando as estudamos? Porém... a nossa forma de decodificar a linguagem pode ser criativa e inovadora. Afinal, cada um tem seu corpo, sua linguagem, suas vontades, suas limitações e suas interpretações.
Agora, mais um exemplo, dessa vez ponho o video de Pina Baush com Cafe Muller - no filme Fale com Ela, do Almódovar tem um trechinho desse espetáculo. Ela dança direto com os olhos fechados e é criadora da modalidade Dança - Teatro.
Como muitas vezes nos limitamos a fazer as mesmas coisas, não nos permitindo experimentar o novo, devido ao medo de errar ou ser rídiculo para os outros. E citei alguns artistas inovadores... imagina se eles tivessem desistido dos seus processos criativos?
Claro que há a frase: Nada se cria tudo se copia - não copiamos várias bailarinas, quando as estudamos? Porém... a nossa forma de decodificar a linguagem pode ser criativa e inovadora. Afinal, cada um tem seu corpo, sua linguagem, suas vontades, suas limitações e suas interpretações.
Agora, mais um exemplo, dessa vez ponho o video de Pina Baush com Cafe Muller - no filme Fale com Ela, do Almódovar tem um trechinho desse espetáculo. Ela dança direto com os olhos fechados e é criadora da modalidade Dança - Teatro.
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
O artista e o superego
É fato que todo artista se cobra demais, exige de si mesmo algo sobrenatural, e nunca pára de buscar a perfeição. E a perfeição existe? Ou ela é relativa, muda de acordo com o momento e a época, ou melhor... pode ser muitas coisas ao mesmo tempo.
Quem nunca olhou pro passado e se perguntou: Caramba! Como tive coragem de fazer isso? - As da dança do ventre, principalmente - Como usei essa roupa? Como usei esses braços? E etc... por ai vai. Mas não será também um processo, um aprendizado, e se nos limitarmos ao não experienciá-los, estaremos nos limitando a aprender?
Muitas vezes o artista cria e ao mesmo tempo destroi, por achar ruim, isso, antes de mostrar à alguém. E nossa criação, seja ela uma coreografia, uma música, uma pintura ou performance, acaba sendo nosso "filhote" - é horrível receber críticas.
E nessa luta com o superego, que é insconsciente, uma cobrança constante da moral, dos bons costumes, do correto, nem percebemos que anulamos nossos desejos, nossos impulsos... desde "sociedade" deseja.
Assim, deixamos o experimentalismo de lado, a curiosidade, a criatividade, o questionamento, a busca de ver como seria se fosse feito do outro jeito... e isso, para mim, é o ínicio de qualquer processo criativo, seja
ele na dança, ou em qualquer linguagem artística.
Antes de ser professora, bailarina de dança do ventre, sou uma artista e sinto falta de ousadia, experimentalismo. Vejo isso em minhas aulas, é mais fácil realizar algo coreográfico, figurativo do que algo libertário e abstrato. As pessoas se auto limitam com medo de errar.
Foto de Marcel Dunchamp
Citarei apenas alguns nomes, porque senão nunca acabaria esse post. O que seria das artes, sem o Duchamp ou Tizan com o manifesto Dadá? Olha um poema:
Pegue um jornal.
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo.
Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
O poema se parecerá com você.
E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.
Para fechar, vou terminar com esse video Elephant Gun, adoro a música e a experimentação desses músicos, do Beirut. Apreciem sem moderação! E reparem na coreografia dos bailarinos!
Foto de Isadora Duncan
Quem nunca olhou pro passado e se perguntou: Caramba! Como tive coragem de fazer isso? - As da dança do ventre, principalmente - Como usei essa roupa? Como usei esses braços? E etc... por ai vai. Mas não será também um processo, um aprendizado, e se nos limitarmos ao não experienciá-los, estaremos nos limitando a aprender?
Muitas vezes o artista cria e ao mesmo tempo destroi, por achar ruim, isso, antes de mostrar à alguém. E nossa criação, seja ela uma coreografia, uma música, uma pintura ou performance, acaba sendo nosso "filhote" - é horrível receber críticas.
E nessa luta com o superego, que é insconsciente, uma cobrança constante da moral, dos bons costumes, do correto, nem percebemos que anulamos nossos desejos, nossos impulsos... desde "sociedade" deseja.
Assim, deixamos o experimentalismo de lado, a curiosidade, a criatividade, o questionamento, a busca de ver como seria se fosse feito do outro jeito... e isso, para mim, é o ínicio de qualquer processo criativo, seja
ele na dança, ou em qualquer linguagem artística.Antes de ser professora, bailarina de dança do ventre, sou uma artista e sinto falta de ousadia, experimentalismo. Vejo isso em minhas aulas, é mais fácil realizar algo coreográfico, figurativo do que algo libertário e abstrato. As pessoas se auto limitam com medo de errar.
Foto de Marcel Dunchamp
Citarei apenas alguns nomes, porque senão nunca acabaria esse post. O que seria das artes, sem o Duchamp ou Tizan com o manifesto Dadá? Olha um poema:

Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo.
Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
O poema se parecerá com você.
E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.
Foto de Tzan Tzara
Das nossas artes sem o concretivismo, abstracionismo e a criação dos paragolés e da arte experimental do Hélio Oiticica? Na música com os Mutantes, Secos e Molhados, Lenine...?

E da dança sem Isadora Duncan (existem outros, mas citarei apenas ela)? A primeira a se libertar das duras sapatilhas de ponta, do tuttu, e da rigidez do ballet. Na dança do ventre conhecemos várias bailarinas que ousaram em mudar o figurino, acrescentar alguns passos, misturar músicas, e hoje tem muita gente boa fazendo isso: Adoro!! Apesar de eu ser "clássica", adoro ino
var e radicalizar - os opostos se complementam.
Mas porque não falar do Mahmoud Reda? Ele não pegou o popular, acrescentou a dança clássica, para criar espetáculos de folclore árabe? Modificou para criar as apresentações de palco, mas eternizou a sua cultura, oferecendo antes de tudo um material pra estudo, aprimoramento técnico e apreciação artística.

E da dança sem Isadora Duncan (existem outros, mas citarei apenas ela)? A primeira a se libertar das duras sapatilhas de ponta, do tuttu, e da rigidez do ballet. Na dança do ventre conhecemos várias bailarinas que ousaram em mudar o figurino, acrescentar alguns passos, misturar músicas, e hoje tem muita gente boa fazendo isso: Adoro!! Apesar de eu ser "clássica", adoro ino
var e radicalizar - os opostos se complementam.Mas porque não falar do Mahmoud Reda? Ele não pegou o popular, acrescentou a dança clássica, para criar espetáculos de folclore árabe? Modificou para criar as apresentações de palco, mas eternizou a sua cultura, oferecendo antes de tudo um material pra estudo, aprimoramento técnico e apreciação artística.
Para fechar, vou terminar com esse video Elephant Gun, adoro a música e a experimentação desses músicos, do Beirut. Apreciem sem moderação! E reparem na coreografia dos bailarinos!
Foto de Isadora Duncan
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
Aulas no Senac
Hoje foi meu primeiro dia como docente no curso técnico (Comunicação Visual) no Senac. Que frio na barriga, que expectativa. Antes de entrar na sala de aula estava bem sossegada, mas depois... minha gente! Imagino que todo professor fica nervoso no primeiro dia, porque cada classe é única e o retorno é único também.Deu tudo certo, eles receberam as propostas positivamente e pretendo elouquece-los no bom sentido. Desejo que tornem instigadores, pesquisadores, criativos e apreciadores da arte - UAL quanta coisa! Pois é... nós professores de artes (inclui todas linguagens) somos vistos como super heróis e reaci sobre nós a dura missão de socializar e despertar a cidadania.
Resumindo, adorei dar aula numa sala de aula! Tá certo que não é a nossa realidade nas escolas, porque lá eles são interessados e é um curso técnico. Mas mesmo assim, é muito bom estar em contato com eles, ensinar e aprender com eles e percebi que uso a mesma "pegada" da dança, rsrsrs quem tem a pegada de ensinar, ensina qualquer coisa!
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