Mostrando postagens com marcador amar el binnaz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amar el binnaz. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de julho de 2011

Crítica positiva


Apenas vou copiar um post escrito pela Vera no seu blog Amar el Binnaz, sobre minha dança. Uma crítica positiva onde tem dicas preciosas, que também servirão para outras bailarinas.

Deixo aqui meu agradecimento e no meio da dança a Vera é uma das pessoas mais sérias que conheço, e sempre compartilha e divide suas opiniões e conhecimentos. São textos, blogs e novos talentos que estão surgindo que estão fazendo a diferença, e isso me faz pensar e acreditar que a Dança do Ventre no Brasil está solidificando e profisionalizando cada dia mais. Tem muita coisa pra melhorar, mas estamos no caminho. Obrigada!

Com vocês A Dança da Leitora. O texto na íntegra AQUI

Olá meninas!!!

Faz muito, mas muito tempo que eu quis fazer essa série de postagens - Dança da Leitora, quando as seguidoras do blog eram figurinhas carimbadas e era mais fácil de controlar esse tipo de coisa, e a coisa foi aumentando eu deixei a série meio de lado. Mas ultimamente eu tenho visto danças maravilhosas de leitoras e amigas queridas que tenho encontrado em diversos eventos, e vou aqui dividir com vocês. Se vocês quiserem ler os posts antigos, clique abaixo:


Hoje vou compartilhar com vocês mais uma vez uma dança da Zahira Nader, que foi apresentada no concurso profissional do E-Ventre 2011. Como eu já informei anteriormente, no E-Ventre as músicas são enviadas com antecedência às bailarinas, e no momento da apresentação a música é sorteada e a execução deve ser de improviso. No E-Ventre 2010 a Sasha Holtz venceu o concurso dançando justamente Enta Omri. Quando vi que a Zahira havia sido sorteada com a mesma música, na hora me veio o pensamento "vai dançar pra cacete, mas a música vencedora do ano passado vai embaçar a possibilidade dela vencer este ano". Como de fato aconteceu. Vejamos a dança:

.... video do e- ventre

A primeira coisa a se notar na dança da Zahira é uma postura excelente e movimentos muito limpos. A introdução dessa versão de Enta Omri é bem longa e eu achei uma má escolha a leitura musical toda de costas para a o público, e isso se estendeu para a primeira frase. No primeiro contato visual dela com os jurados a opção é por um arabesque e uma andada com contratempo. Visualmente é lindo e foi muitíssimo bem executado. Mas sendo um concurso de dança do ventre, acaba virando uma "entrada da bailarina" em lugar errado.

Passado este primeiro momento, aí vemos dança do ventre de altíssimo nível. A Zahira é uma bailarina que consegue administrar bem a mistura de movimentos sinuosos com acentos fortes, e colocou os movimentos nas frases de uma forma muito interessante. Eu simplesmente adorei o soldadinho com arabesque e giro na parte "pergunta e resposta" da música. O trabalho de braços está primoroso, e eu não posso deixar de ressaltar aqui a influência de sua professora, Elis Pinheiro - grande dama do trabalho de braços na dança do ventre.

Uma pena que no vídeo não é possível ver a expressão, mas a Zahira colocou o coração no palco. Ela dançou de uma maneira introspectiva, é verdade, mas foi emocionante sua atuação no palco. Era de arrepiar de verdade, como disse o Falcão sabiamente "era um sentimento que brota do cantinho da pleura e emana até a raiz do chifre"... ahahha, adouro. As juradas consideraram isso um ponto negativo. Eu considero essencial para toda e qualquer bailarina que queira mostrar sua arte.

Enta Omri é uma música maravilhosa porque ela tem todo aquele "taksim kamanja" (violino) que você pode interpretar somente para si mesma, e quando ela vai reapresentando os demais instrumentos é o momento que a bailarina tem para retomar sua comunicação com o público, e na minha opinião foi aqui que a Zahira falhou na escolha e manteve a linha introspectiva quando ela poderia crescer um pouquinho mais na música e jogar todo aquele sentimento gerado na parte lenta pro público e transformar aquela apresentação de concurso numa verdadeira experiência para quem estava assistindo!

No geral foi uma apresentação belíssima, a Zahira é uma profissional de alto nível, tem muito futuro no cenário de dança do ventre de São Paulo, e meu desejo é vê-la muitas vezes dançando, mas principalmente, encantando a todos!

Beijocas!!!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Vida de bailarina: decepções e motivações

Quero primeiro agradecer à Verinha do blog amarelbinnaz por ter escrito a respeito da minha dança, e ainda ter colocado um vídeo meu. Isso é muito raro acontecer, uma bailarina elogiar a outra, e essa menina é assim, uma fofa que não poupa elogios à ninguém. Brigadão Vera, nesse bolero coloquei um pouco da Saida sim, mas depois de 7 meses minha dança já mudou horrores rs e acrescentei a Randa e o Yousry!

E são nessas horas, com essas pessoas que fico mais animada em continuar na dança do ventre. Confesso que nesses meses fiquei decepcionada e com vontade de largar tudo, já que tenho outra carreira em vista, quero seguir a pesquisa acadêmica e sou professora de artes também.

Vocês devem saber o porquê das desmotivações:

  • Profissionais desqualificadas (nem posso chamar de profissionais, já que devem ser alunas do primeiro ano), que dançam por um cachê miserável e acha que Dança do Ventre se aprende com pouco tempo.
  • Lugares que não pagam um valor mínimo de cachê, cobrando um couvert artístico e ainda dividido, ou seja, não chegamos receber nem 50% dele. Nem água nos dão, não possuem um camarim ou banheiro decente para nos arrumarmos.
  • Não é combinado a hora de entrar e a de sair, geralmente os shows atrasam, ou sempre pedem para dançarmos mais algumas. Em fim, uma hora de show vira 3 horas!! E o cahê é o mesmo!
  • Falta de controle na formação, já que a dança do ventre não é acadêmica. E em SP, o nosso SindDança é uma vergonha, porque temos DRT, mas não temos ninguém para intervir por melhorias de trabalho.
  • As escolas nos pagam o que querem, e da forma que querem. Uma verdadeira exploração. Nisso fiquei livre porque tenho meu estúdio, mas e as outras?
  • Sem reconhecimento: já pensaram quanto foi gasto de tempo e dinheiro na sua formação?
  • Já cansei desses concursos e avaliações que não nos passam as notas por escrito e nem os critérios de avaliação. Só sabemos que não passamos.
  • Minha indignação com a Noite da Conquista: pensei que fosse uma média, mas não... se um avaliador te der uma nota abaixo de 6, você já está fora. E as notas? Não deveriam estar registradas e ser entregues para cada participante, afinal paga-se $150,00 para ser avaliada!! Depois ainda temos que correr atrás dos caras pra saber sua avaliação da nossa dança.
  • A classe não é unida para exigir os direitos e saber seus deveres.
Infelizmente isso é geral no mercado das artes no Brasil, um país de terceiro mundo que não valoriza os artístas e não cria incentivos para ninguém. Quem consegue os formentos são sempre os mesmos, e por ai vai. Só que eu vejo que nós somos as mais prejudicadas já que nosso mercado é menor, fechado e dependemos sempre das mesmas pessoas e lugares.

Vou até colocar uma parte de um texto do meu amigo músico o Gabriel Nanni, que também escreveu sobre sua indignação, em seu My Espace:

"Olá a todos, espero que tenham começado 2010 muito bem!
 Estou postando este para lhes dizer o quão desagradável, triste, bagunçado, individualista e irritante é este esquema de "pagamento" do músico nos bares de São Paulo, claro que me limito a comentar aqui apenas o meu estado atuante (SP). Este tipo de bagunça deve ocorrer em outros estados também. A alguns anos existiu um ruído sobre consumação mínima em bares, isto é óbviamente ilícito segundo o art. 39 do código de defesa do consumidor:
nenhum fornecedor pode impor limites quantitativos de consumo aos seus clientes. O fato meus senhores e senhoras é que como os donos de Bares não querem ficar para trás neste montante monetário convidativo a solução encontrada é claro cobrar o couvert artístico e "abocanhar" 100% deste. Ora, quão fácil, prático e prazeroso eu enquanto dono de bar noturno captar todo o dinheiro gerado deste couvert, já que a classe é desunida e não tem amparo algum de lei.
SE o músico reclamar ou exigir o correto não haverá próxima vez para ele, já terá outro músico ou picareta em seu lugar cobrando metade do valor fixo e possívelmente sem saber do tal couvert.
O que fazer? A quem recorrer? Deixo aqui minhas reclamações pois é fato que a dois anos e meio compareço todas as sextas me apresentando em determinado bar em São Paulo e sou vítima de tal estelionato. Imagino eu o que acontece também com meus colegas de trabalho em outros recintos adversos na noite paulistana e outros estados, creio eu. Deixo aqui meu comentário sobre.
Comentem, divulguem e movam-se para uma melhor classe artística. Obrigado e tenho dito"