domingo, 29 de março de 2009

A biodança



Mais um projeto concretizado. Depois de um bom tempo de pesquisa, formulações e com minha experiência no teatro onde tive um curso de biodança, e ao perceber que para o meu público (alunas de Caieiras) seria excelente, resolvi dar aulas de Biodança: uma coisa que já queria muito.

Tive um pequena experiência com Laban no Caleidos, mas foi a suficiente para criar os meus jogos e ensinar o método dele. Claro que já tenho em vista uma escola especializada e desejo muito fazer mais aulas.

Pensei demais no público, nas pessoas que desejam muito dançar, conhecer seus corpos, mas como possuem dificuldades, traumas ou sentem vergonha de se exporem, deixam a vontade pra trás e se escondem. Quinta passada dei a primeira aula, uma demostrativa, e foi super positiva, elas sairam leves, alegres e felizes. Percebi mais auto confiança delas para continuarem as aulas de dança do ventre.

terça-feira, 17 de março de 2009

Prece


Olá, sabe quando as coisas que você planejou começam a dar certo?
É muito bom né? Tanto que estou um pouco sem tempo de escrever no blog, são livros para fazer resenha (e eu quero ler outros!), talvez eu seja selecionada para a iniciação científica, por isso bota pesquisa... (iniciei uma pesquisa sobre o corpo e a aprendizagem é claro), textos para a próxima aula, ensaios (MP próoooximo), aulas, estágio...

a vida está voltando ao normal! Que bom!!

Com vocês uma poesia, bem conhecida, de Merit Aton. Beijos!


Dançar é minha prece mais pura
Momento em que meu corpo vislumbra o divino,
Em que meus pés tocam o real
Religiosidade despida de exageros,
Desejo lascivo, bordado de plenitude
Através de meus movimentos posso chegar ao inatingível
Posso sentir por todos os corpos, abraçar com todo
o coração,
E amar com os olhos
Cada gesto significativo desenha no espaço o infinito,
Pairando no ar, compreensão e admiração
Iniciar uma prece é como abrir uma porta
Um convite a você, para entrar em meu universo
O mágico contorna minha silhueta, ao mesmo tempo
Que lhe toco sem tocar
Nada a observar, só a participar
Esta prece ausente de palavras
É codificada pela alma
E faz-nos interagir, de maneira sublime e hipnótica
Quando eu terminar esta dança,
Estarei certa de que não seremos os mesmos.

Merit Aton

quarta-feira, 11 de março de 2009

Oh mãe! Vai dançar!

Não é de hoje que falo pra minha mãe que seria tudo de bom ela aprender a dançar, dança do ventre, e finalmente ela tomou a iniciativa.
Fiquei muito, mas muito feliz! E ela também! Tá toda empolgada, viu que não é nenhum bicho de sete cabeças e que é possível dançar. Será um delicioso desafio para mim, como professora e sabem o porquê?
Ela nunca dançou na vida, imaginem uma pessoa com todas as dificuldades... imaginaram? É ela. O corpo durinho, sem auto conhecimento, mas... com muita vontade de aprender e eu a de ensinar.
Quando deparamos com alunas que possuem facilidade em aprender, tudo fica mais fácil. Agora quando há alunas com dificuldades, fica mais díficil mas não impossível.

Ai entra nossa "generosidade" - todo professor é generoso - e falo de professor de verdade.

t+

segunda-feira, 9 de março de 2009

Improvisação

Eu gosto de improvisar, de dançar espontaneamente e curtir a música. Pra mim eu o coloquei como um desafio, porque quando nos aconstumamos a dançar só coreografias fica bem díficil improvisar quando necessário.E improvisar para mim, é deixar o corpo, a mente, as emoções dançarem por si só.

Nesse domingo, dia internacional da mulher, participei do evento Só para Mulheres realizado pelas Pernambucanas em Caieiras. Foi ótimo porque consegui divulgar a escola! E assim... compartilho com vocês uma das improvisaçôes, a da música Abdo de Mario Kirlis:

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segunda-feira, 2 de março de 2009

Eventos


+ informações: www.zahiraestudio.synthasite.com

1) Mercado Persa
Dias 3,4 e 5 de abril, informações: http://www.orienteencantoemagia.com.br/
Vou participar do concurso - frio na barriga e darei a cara pra bater.

2) CIEL - Conferências das escolas Luxor
Farei só as aulas, porque desejo ser avaliada na noite da conquista por outros mestres.


3) 1.Bell Encontro
Penso em participar também da apresentação Donas da Dança...

domingo, 1 de março de 2009

Idealismo é utopia?

Depois de tantas discussões sobre a qualidade, profissionalismo da dança do ventre no Brasil, parei pra pensar em muitas coisas.

Para avaliar é necessário um padrão: qual o padrão de uma boa bailarina de dança do ventre? Claro que sabemos, mas no mundo a fora existem tantas linguagens, tantas fusões, tantos estilos... é necessários termos um parâmetro, e o mínimo bem definido, de conhecimentos para exigir das profissionais.

Isso deveria vim, uma parte, do DRT, já que "precisamos" ter esse registro, para "sermos profissionais". E os parâmetros delas estão longe da verdadeira avaliação da boa dança do ventre. Basta ter postura, elegância, 1/2 ponta alta, expressão, ritmo, alongamento... tá certo que tudo isso é muito essencial para qualquer pessoa que queira viver de dança, mas a banca não saca nada de dança do ventre.

No Rio de Janeiro, soube que a avaliação do DRT é beeeeem diferente. Há várias provas: clássico, folclore e escrita - questões diversas sobre a dança em si, e a dança do ventre. Acredito que possuir essa avaliação seja bem instigante... para quem tem responsabilidade e quer realmente saber se está apta a ser profssional ou a dar aulas, deseja possuir uma boa avaliação. Porque dessa forma, ou você sabe, ou não sabe.

E da avaliação... importante é quem vai dá-la. Cá entre nós, tem muita gente por ai que deixa influenciar por conclusões pessoais, emocionais... mas ai é outra questão.

Tendo consciência e responsabilidade, faremos um bom trabalho e com certeza surgirão as consequências disso.

Para acabar:

CONSCIÊNCIA
- CONS + CIÊNCIA = estar ciente do que somos e onde estamos.

É utópico o que desejamos para a nossa arte? É nosso ideal?
Todo ideal é um pouco utópico, mas vale muito a pena tê-lo e trabalharmos por ele.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

E viva o carnaval!

Não sou festeira, já fui de pular nos salões e as marchinhas nas ruas, mas hoje prefiro um sossego, apesar de amar uma bateria de escola de samba.
E por pura curiosidade, quis pesquisar sobre o Carnaval - afinal de contas, é uma grande manifestação musical, dançante, teatral, artística que não acontece só no Brasil. Melhor... sua origem quem é brasileira, o que houve foi uma recriação carnavalesca, e o Brasil produz uma festa original reconhecida mundialmente.

O Samba em si surgiu dos terreiros, originou-se de forma natural dos batuques na cozinha da Tia Ciata no Rio de Janeiro, claro que havia ao mesmo tempo outras manifestações no Brasil, mas foi lá que começou o que hoje conhecemos como carnaval. E na casa de tia Ciata frequentavam muitos intelectuais, músicos artístas entre eles a própria Chiquinha Gonzaga, Donga e etc. criadores de Pelo Telefone, Ó abre alas...

E o carnaval...



Eram festas de celebração às vida, à fertilidade, aos Deuses na Grécia e em Roma, no qual, todos saiam nas ruas mascarados, pintados para afastarem os demônios das más colheitas. Isso era 10.000 A.C. E o Egito também possuia suas festinhas que homenageavam a deusa Isis e ao Touro Apis. Eram grandes festas associadas a fenômenos astronômicos e a ciclos naturais.

O carnaval se caracteriza por festas, divertimentos públicos, bailes de máscaras e manifestações folclóricas. Na Europa, os mais famosos carnavais foram ou são: os de Paris, Veneza, Munique e Roma, seguidos de Nápoles, Florença e Nice.

No Brasil, foram os portugueses da Ilha da Madeira, Açores e Cabo Verde que trouxeram uma festa, melhor... brincadeiras de loucas correrias, mela-mela de farinha, água com limão, no ano de 1723, surgindo depois as batalhas de confetes e serpentinas. Estavam ligadas à liberdade porque aconteciam um período anterior à quaresma, e tudo isso eram conhecidos por Entrudo.


E hoje cada região brasileira comemora o carnaval de acordo com suas raízes e cultura: desfiles, marchinhas, festas, maracatu, frevo, samba, trios, axé e etc.


fontes: www.suapesquisa.com/carnaval


http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=300&textCode=896&date=currentDate

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Para quem se interessar

Não tenho mais gás para pegar essas coreografias, mas quem tiver a fim é uma boa chance... são ensaios abertos gratuitos oferecidos pela São Paulo Companhia de Dança, dirigida pela lindona Inês Bógea. São três espetáculos, sendo um deles uma coreografia do Balanchine (salve! salve!). Mais informações no site da companhia, já que o folder que posto aqui ficou pequenino.



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O que é dança do ventre

Depois de um breve abandono, estou eu de volta. Sabe quando você não tem tempo nem pra deitar no sofá e relaxar? Estava assim... mas vou copiar um artigo muito legal que está no Conexão Dança e que fala sobre a dança do ventre.

Nós sabemos que não há certezas sobre como a dança surgiu, como ela era exatamente, temos histórias, pesquisas, suposições que nos levam a certos caminhos. Vale a pena pesquisarmos e lermos tudo sobre o assunto, porque não sei com vocês, mas minha alunas perguntam sobre tudo, que é uma loucura! Uma loucura boa porque eu as incentivo.


O que é Dança do Ventre
Por Rhamza Alli

“A dança do ventre é uma expressão poética do corpo cheia de gestos e significados. É uma celebração a feminilidade, desenvolvida por mulheres e para mulheres.” (Rhamza Alli)

O que se conhece por dança do ventre hoje em dia, no mundo ocidental, é a dança árabe (Oriente Médio e Norte da África) miscigenada com e influenciada por várias outras culturas, compilada em seus movimentos mais populares, adicionada de um breve ocidentalismo (véus, meia-ponta), muito bem vestida com lantejoulas e franjas e transformada em espetáculo.

A história da dança do ventre é tão antiga quanto a história do homem, ou melhor, da mulher. É a primeira dança feminina de que se tem registro. Enquanto as outras danças eram executadas pelos homens e claramente ligadas à sobrevivência (chuva, caça, etc), desenhos em cavernas de mulheres dançando, mostram-nas com ventre em evidência. Os movimentos de contração, ondulação e vibração foram desenvolvidos pelas mulheres e para as mulheres em função de aliviar dores menstruais e preparar os músculos para a sustentação da gestação e o trabalho de parto, também como um culto à Grande Deusa (natureza) em prol da fertilidade - do ventre e da terra.

Do norte da Índia, originam-se os ciganos que, como nômades, espalharam-se pelo mundo levando consigo sua cultura e modo de vida. Avançaram cada vez mais em direção ao ocidente, passando pela Pérsia, Mesopotâmia, Turquia, Norte da África, chegando ao sul da Europa. Usavam seus dotes artísticos como forma de sobrevivência, cantando e dançando em feiras; sua cultura e estilo iam se misturando e aos costumes locais e novas manifestações, resultado dessas miscigenações, foram surgindo.

A dança que chegou ao conhecimento ocidental foi através do contato com povos como os Gawazee - ciganos provenientes do norte da Índia - que se instalaram no Cairo e os Ouled Nail que habitam a Argélia.

Os Gawazee mantiveram-se a parte da sociedade e preservaram suas tradições e história de forma oral através de uma língua própria e única. Sua dança, viva até hoje, é caracterizada por contínua vibração dos quadris.

Os Ouled Nail se mantiveram confinados em suas tribos. As mulheres saiam delas apenas para dançarem nos centros urbanos. Em sua vestimenta carregavam o dinheiro obtido com a dança: enormes coroas e cintos com moedas, jóias, pedrarias, correntes e pingentes. Muitos símbolos identificados como vindos de Fenícia, Cartago e Babilônia. Sua dança inclui rolamentos dos músculos abdominais que começam lentos e pouco a pouco vão se acelerando e acrescentando movimentos de pés, quadris, braços e ombros.

Quando os ocidentais chegaram ao Cairo (final do séc. IXX) em busca de safáris e tesouros ficaram extasiados com o exotismo da dança e suas dançarinas. Elas, por sua vez, trataram de adaptar a dança e as vestimentas ao gosto ocidental e trocaram a rua pelos clubes noturnos e cassinos. Algumas dançarinas foram levadas à Europa e Estados Unidos aonde puderam refinar sua dança e sua vestimenta. Em contato com o balé clássico e contemporâneo, incorporaram braços delicados, pés na meia-ponta ou em saltos, véus esvoaçantes e roupas de duas peças cheia de brilhos e franjas. Transformada assim em espetáculo, a dança do ventre pode ganhar os grandes teatros, casas de show e telas do cinema.

Apesar das antipatias ao termo "dança do ventre" - que muitos julgam pejorativo, eu, particularmente, não o considero impróprio, pois ao meu ver, a dança é sim do ventre em todos os sentidos: fisicamente, já que se baseia na movimentação rotatória, ondulatória, vibratória e de impacto do tronco e dos quadris o que movimenta intensamente todo o abdômen, além dos próprios movimentos de abdômen; e histórica e simbolicamente já que a dança é a representação da fertilidade e do nascimento.

Mas, afinal de contas, o que é a dança do ventre? O único e verdadeiro significado desta dança, é o poder de criação incutido nela, a fertilidade, a gestação, a maternidade. Ela é dançada pelas mulheres árabes durante o trabalho de parto - tanto pela parturiente que repete os movimentos de contração e vibração de abdômen, como pelas outras mulheres que, junto com a parteira, assistem o parto formando um círculo em volta da futura mamãe, dançando e cantando uma ladainha para purificar o ambiente e estreitar o contato com o divino. Este ritual é executado tanto nos países do Oriente Médio como nos africanos até os dias de hoje.

Uma dança mais festiva e alegre é dançada quando uma menina menstrua, quando se sabe da gravidez de uma mulher, no batizado das crianças, enfim, tudo que for ligado à criação de uma nova vida.

Ocasiões festivas como casamentos, colheitas, aniversários, festas religiosas, bênçãos, curas, afazeres do dia-a-dia, enfim, tudo que faz parte da vida é comemorado com música e dança por esse povo, cada região, cada tribo, com suas tradições e particularidades, mas sempre honorando à vida.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Um poema para inspiração

Dança de Matisse


Eu Louvo a Dança


Louvada seja a dança
porque ela libera o homem
do peso das coisas materiais
e une os solitários para formar sociedade.

Louvada seja a dança que tudo exige e fortalece,
saúde, mente serena e uma alma encantada.
A dança significa transformar o espaço,
o tempo e a pessoa, que sempre corre perigo
de se desfazer e ser ou somente cérebro,
ou só vontade ou só sentimento.

A dança porém exige o ser humano inteiro,
ancorado no seu centro,
e que não conhece a obsessão da vontade de
dominar gente ou coisas,
e que não sente a demonia de estar perdido em
seu próprio ser.

A dança exige o homem livre e aberto
vibrando na harmonia de todas as forças.
Ó homem, ó mulher, aprende a dançar,
senão os anjos do céu não saberão o que fazer contigo.

Santo Agostinho

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

I´m Yours

Ultimamente me sinto no meio de uma bateria de escola de samba... agito, confusão... e ao mesmo tempo na maior tranquilidade, como se estivesse numa praia deserta. Não falarei de dança hoje, essas semanas foram corridas pra mim e a cada dia acontece um fato novo.
Fatos bons, mas também há algumas oscilações que me deixam mais sensível, pensativa e triste. Porém logo mudo de pensamentos e dou maior força paras coisas boas que me vem acontecendo.

Por isso colocarei a letra de uma música linda e faz me sentir muito bem.

I'm Yours
Jason Mraz

Well you done done me and you bet I felt it
I tried to be chill but you're so hot that I melted
I fell right through the cracks, now I'm trying to get back

Before the cool done run out, I'll be giving it my bestest
And nothing's going to stop me but divine intervention
I reckon it's again my turn to win some or learn some

But I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm yours

Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find love love love love

Listen to the music of the moment people, dance and sing
We're just one big family
And it's our God-forsaken right to be loved loved loved loved loved

So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm sure
There's no need to complicate, our time is short
This is our fate, I'm yours

D-d-do do you, but do you, d-d-do
But do you want to come on
Scooch on over closer dear
And I will nibble your ear

I've been spending way too long checking my tongue in the mirror
And bending over backwards just to try to see it clearer
But my breath fogged up the glass
And so I drew a new face and I laughed

I guess what I be saying is there ain't no better reason
To rid yourself of vanities and just go with the seasons
It's what we aim to do, our name is our virtue

But I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm yours

Come on and open up your mind and see like me
(I won't hesitate)
Open up your plans and damn you're free
(No more, no more)
Look into your heart and you'll find that the sky is yours
(It cannot wait, I'm sure)

So please don't, don´t please, don´t please, don´t
there's no need to complicate
(Our time is short)
'Cause our time is short
(This is our fate)
This is, this is, this is our fate
I'm yours

Oh, I'm yours
Oh, I'm yours
Oh, whoa, baby you believe I'm yours
You best believe, best believe I'm yours

Tradução...

Eu Sou Seu

Bem, você fez bonito comigo e pode apostar que eu senti
Eu tentei ficar frio mas você é tão quente que me derreti
Eu caí por entre a fendas, agora estou tentando voltar

Antes que o frio passe, eu estarei dando o meu melhor
Nada me deterá a não ser intervenção divina
Reconheço que é minha vez novamente de ganhar algo e aprender algo

Mas eu não hesitarei mais, não mais
Isso não pode mais esperar, eu sou seu

Bem, abra sua mente e veja como eu
Abra seus planos, e caramba, você é livre
Olhe dentro do seu coração e você encontrará amor, amor, amor

Ouça a música do momento que as pessoas dançam e cantam
Nós somos apenas uma grande família
E é nosso direito divino ser amados, amados, amados, amados, amados.

Então eu não hesitarei mais, não mais
Isso não pode mais esperar, tenho certeza
Não há necessidade de complicar, nosso tempo é curto
Este é nosso destino, sou seu

D-d-do que você, mas você, d-d-do
Você quer... você quer vir?
Corra para cá, querida
E eu vou mordiscar sua orelha

Eu passei muito tempo olhando minha língua no espelho
E me inclinando para trás só para tentar vê-la melhor
Meu hálito embaçou todo o vidro
Então eu desenhei um novo rosto e ri

Acho que o que estou dizendo é que não ha razão melhor
Para se livrar da vaidade e apenas ir com o ritmo
É o que pretendemos fazer
Nosso nome é nossa virtude

Então eu não hesitarei mais, não mais
Isso não pode mais esperar, eu sou seu

Vá lá e abrir a sua mente e veja como eu
(Não hesitarei)
Abra seus planos, e caramba, você é livre
(Não há mais, não mais)
Olhe dentro do seu coração e você verá que o céu é seu
(Isso não pode mais esperar, tenho certeza)

Então, por favor, não, não, por favor, não, por favor, não
não há necessidade de complicar
(O nosso tempo é curto)
Porque o nosso tempo é curto
(Este é o nosso destino)
Isto é, trata-se, este é o nosso destino
Eu sou seu

Ah, eu sou seu
Ah, eu sou seu
Oh, whoa, baby você acredita que eu sou seu
É melhor acreditar, acredito que eu sou o seu melhor

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Os pés e a dança

Antes de escrever, me perguntaram sobre a Desaceleração no condicionamento físico. É nada mais, nada menos, que irmos desacelerando o que estávamos fazendo. Exemplo:

- Na dança, depois de um esforço tremendo, e muitos minutos dançando, nós não devemos parar de uma vez, e sim, andar bem rápido na sala, para que não ocorra uma parada cardíaca. No balé, isso é super natural.
- Outra, na educação física, após uma corrida o professor (a) não pede para caminharmos bem rápido até desacelerar o coração?

É isso! Cuidados para não prejudicarmos o nosso corpo, quando estamos em atividades físicas. Porque afinal desejamos saúde não é mesmo?


Mas hoje quero falar da importância dos nossos pés. Não sou fisio, portanto de eu escrever bobagens podem corrigir e se houver algo acrescentar, fiquem a vontade.

Todos sabem que eles carregam toda "nossa bagagem", ficam cansadinhos, nos sustentam, tem todas as partes do nosso corpo neles e que basta aquela massagem..., e aquele escalda pés... para ficarmos novinhos em folha. Isso está mais que comentado.

E qual a relação deles com a dança? Eles possuem uma relação muito importante não só com a dança, como também com o nosso dia-a-dia.

Reparo que muitas vezes as mulheres não conseguem equílibrio, nem girar e nem sustentação, nas aulas, porque pisam errado. E esse pisar errado prejudica a Tíbia ou a Fíbula, depende da maneira que se pisa, que são ossinhos das pernas, e claro, a nossa coluna. Estamos falando dos ossos do membro inferior ok?



Focarei o assunto na forma de pisar e na forma certa de andar, e de dançar. No balé sempre me ensinaram que devemos deixar a planta do pé inteira no chão, equilibrar nosso peso em três pontos e na 1/2 ponta, deixar todos os dedos no chão e sentir todos os cuneiformes, porque serão eles que sustentarão nosso peso.



Busca-se o equílibrio no pé através do calcâneo e dos ossos cuneiformes.


Os pés não podem tender pros lados externos nem pros internos. É só ver como estão as solas dos sapatos, para verificar se há um desvio, que podem ser:

A pisada neutra - ocorre um rolamento uniforme do calcanhar ao antepé, formando uma pegada completa.

A supinação - o pé usa o lado externo do calcanhar e mantém o movimento apoiando-se apenas na borda externa, até a elevação do dedinho (pisada para fora).

A pronação - o pé apóia o lado externo do calcanhar e se move moderadamente ou acentuadamente para dentro, até a elevação do dedão (pisada para dentro).

Problemas? RPG soluciona.

A Reeducação Postural Global (RPG), um método de tratamento fisioterapêutico das desarmonias do corpo humano, com uma abordagem corretivo-preventiva, fundamentado na biomecânica moderna e neurofisiologia. Leva em consideração as necessidades de cada pessoa, já que todo organismo reage de maneira diferente às agressões sofridas. Foi criada durante anos por Philippe Emmanuel Souchard na década de 70 a partir de observações feitas por Francoise Mezières sobre as cadeias musculares. Reeducação Postural Global (RPG) é um método francês de tratamento fisioterapêutico.

O legal é que o RPG visa o aumento da elasticidade dos músculos da cadeia estática. Dessa forma é possível modificar a estrutura óssea, restabelecendo-se os espaços articulares e a boa morfologia.

Vamos cuidar bem dos nossos pezinhos porque eles são muito importantes para a nossa dançar ser cada vez mais linda. Fontes:
Atlas de Anatomia Humana - Neivo Luiz Zorzetto - ed. IBEP
http://www.rpg.com.br/oquerpg_pagina.php
http://www.boapostura.com.br/nosso_corpo/nosso_corpo_tp.html
http://www.escoladepostura.com.br

sábado, 24 de janeiro de 2009

A história das coisas

Como esse blog é democrático e viso discutir não só dança como outros assuntos importantes, nada melhor do que assistir esse vídeo excelente. O assunto está desgastado, porém vale a pena ver, refletir e mudar nossas atitudes.

Já discuti esse assunto por aqui, e é algo que desde muito tempo penso e da minha maneira, procuro mudar meu jeito de viver, como:



_Comprar o que é relamente necessário, se a coisa funciona ou tem conserto, então não a descarto.

_ Não ir na onda da moda ou da publicidade.

_ Reciclar a maioria do lixo possível.

_ Reaproveitar materiais.

_ Usar uma sacola no supermercado, invés de usar mil sacolinhas.

_ Alimentar-se com produtos naturais, alimentos plantados em casa (aqui temos horta e frutas).



E qual é a história das coisas? Vejam o filme que vale muito a pena.



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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Roteiro básico para montar coreografias

Recebi esse texto por e-mail e achei muito bacana por ser simplificado, e resolvi postar por aqui, mesmo querendo escrever sobre outra coisa, acredito que será útil. Ele é mais voltado pra outras formas de dança, mas existem informações fundamentais para nós bailarina de dança do ventre, principalmente, para quem quer fazer eventos, montar grupos e etc.



Montar Coreografia: Não é tão difícil como você pensa!

No começo, montar a primeira coreografia parece ser assustador.
Alta tensão situações como esta pode fazer com que você duvide de sua capacidade de liderar uma equipe e poderá torná-lo inseguro sobre o seu ensinamento da técnica.
É difícil ser criativo e inspirador quando os nervos estão à flor da pele e dúvidas cruéis se instalam.

Aumente o volume e movimente-se!



Então, como você age diante disso?
Tornar-se uma pilha de nervos e começar a trabalhar?
Não pense assim, apenas dance e faça o que você sabe!
Torne-se um coreógrafo e dançarino, uma vez que deseja compartilhar conhecimento criativo. Isso parece simples, é simples, e é o melhor conselho que eu posso compartilhar com você.

A primeira coisa que eu gostaria de fazer é imaginar a rotina da dança dentro da idéia abordada. (Crucificação, Ceia, Nascimento, Páscoa, Café da Manhã, Tomando banho, Andando na rua, na rave, no trem, solidao, Dormindo, Festa e etc.) Imagine uma grande "cena" em vez de se preocupar com movimentos individuais. Quando a equipe ou cia de dança realiza este movimento, isso poderia ser fabuloso na visão da platéia. Assim, é melhor concentrar-se no objetivo geral que se pretende alcançar.

Uma vez que você tenha retratado essa rotina dentro da idéia abordada, é hora de começar a fazer uma pequena dança combinada. Escolha uma música que se familiarize com esta rotina e a dança ensinada, mas faça alterações para todos os movimentos até chegar no objetivo esperado. Quebre todos os movimentos e faça deles novos movimentos, tudo isso tem que estar dentro do tempo da música. Na coreografia não pode sobrar tempo.
Este pequena experimentação irá ajudar você a desenvolver a idéia.

Mudanças

Por exemplo, mudar a direção de todos os movimentos para diversos ângulos e pressões dos movimentos. Em vez de mudar os movimentos de direção para direção, mude também o nível (alto, meio e baixo), a linha (reta, diagonal, quadrada, redonda)
Marque alguns movimentos por aspectos, para que a platéia possa identificar a cena.

Exemplo: Na Crucificação, um movimento para identificar a cena seria as marteladas nas mãos de Cristo.
Na Páscoa, um movimento de elevação ou de se erguer do chão.
Na Festa, Movimentos explosivos e impactantes como saltos.
Todo o seu corpo tem que estar na dança, não somente os braços, você também tem o seu tronco, as pernas, o pescoço, os dedos, os olhos, tudo isso tem que fazer parte da coreografia.



Você precisa mostrar alguns momentos marcantes na coreografia, movimentos que as pessoas vão se lembrar pro resto da vida. Algo diferente e inovador.

Uma dica: Para montar uma coreografia com movimentos marcantes e inovadores é simples, a base de tudo esta na espontaneidade, peça para um amigo dançar pra você olhar e a partir disso você poderá achar alguns passos que com certeza irão ajudar muito. Ou até mesmo você pode dançar e achar novas perspectivas.

Depois de criar a idéia e colocar movimentos nela, passe a peneira nos movimentos que não estão encaixando na coreografia e coloque outros movimentos, isso pode levar tempo, mas o trabalho final é satisfatório e de excelência.

Peça a opinião de um colega que também dança para fazer todo esse processo da peneira.
Para encaixar os movimentos na música primeiro você precisa quebrar a música, se possível divida a música em quatro partes para não ficar o vai e vem no aparelho de cd.

Vá encaixando a coreografia no primeiro pedaço da música e assim sucessivamente.
Na introdução vamos contar as batidas (ritmo),(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8). Esses são os "oitos" da música, para cada número um movimento. Crie essa seqüência de oito movimentos, isso facilitará muito.

Exemplo: Introdução 2 x 8, isto significa que na introdução da música temos dois conjuntos ou medidas de 8 batimentos, somando 16.

Estrofe 1 = 4 x 8
Coro = 2 x 8
Estrofe 2 = 4 x 8
Coro = 2 x 8
Intervalo/ponte = 3 x 8
Coro = 2 x 8
Final = 1 x 8

Depois de montar a coreografia você deve decidir onde colocar a
coreografia bloco (grupo todo), os cânones (coreografia em que um move-se após o outro, como o movimento de um dominó), os solos (sozinho), as mudanças de formação.

Então vamos montar:
Estrofe 1 = 4 x 8 Solo
Coro = 2 x 8 Bloco
Estrofe 2 = 4 x 8 Cânones
Coro = 2 x 8 Bloco
Intervalo/ponte = 3 x 8 Mudança de Formação
Coro = 2 x 8 Cânones
Final = 1 x 8 Solo
Você pode colocar a coreografia em qualquer seção.
Comece a coreografia com o grupo de movimentos mais fáceis e deixe os difíceis para o meio e o intervalo.
Ensaie repetidamente cada seção e no fim do ensaio passe toda a coreografia.

Trabalho de Casa?

As vezes é muito difícil terminar uma idéia de coreografia.
Por isso quando estiver em casa preste muita atenção em casa movimento que acontece ao seu redor. Observe o modo como toma banho, como anda, como pega um objeto, como faz exercícios, como fala com as pessoas, tudo isso te dá uma noção do que fazer e surgem inúmeros movimentos. Eu por exemplo, já tive idéias de movimentos tomando banho, caminhando na rua, no ônibus. A inspiração vem em qualquer lugar. Esteja preparado!
Com o tempo você adquire confiança e competência em fazer as suas coreografias. Experimente movimentos individuais e em grupo, faça algo inovador. Não restrinja nenhum movimento.

Algumas Dicas


Montar uma coreografia pode levar algum tempo, então quando for ensaiar algo, leve a coreografia montada, pois você vai perder um precioso tempo de ensaio tendo que montar uma Rotina/idéia.

Quando a coreografia estiver pronta e ensaiada peça para alguém ou você mesmo verificar a harmonia e sincronismo. Você pode também filmar o ensaio e depois ver os erros para poder acertá-los posteriormente.

Para a aprendizagem de uma coreografia em seu processo construtivo é necessário que todos estejam "ligados" em cada palavra do coreógrafo.

Bom, espero ter ajudado você a montar a sua coreografia!

Texto de Leonardo Ribeiro Araujo