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sexta-feira, 24 de maio de 2013

O que se Passou em "Passagem"

Que nostalgia! Finalmente poderei escrever tudo, ou quase tudo, do espetáculo "Passagem". Já começo a dizer das saudades que sinto, porque como sempre, todo projeto de Elis Pinheiro, esse não poderia deixar de ser cheio de amor, alegria, amizade e trabalho, e isso é muito bom e deixa saudades!

Primeiro, fico honrada e feliz de ter sido chamada mais uma vez para participar de um espetáculo da Elis, que foi criado tudo na Inglaterra por ela e enviado pra gente via Youtube, e orientações no Skype. Só um grupo afinado pra que o projeto desse certo. E deu!

Feliz por ter a ajudado um pouco nos ensaios da coreografia de Abertura, na medida do possível auxiliei nos ensaios, falo um pouco porque as bailarinas já chegavam prontas e arrasavam, os ensaios sempre foram produtivos. Feliz por ver o crescimento das minhas amigas e o meu também, em todo processo todas nós crescemos, as coreografias de Dakbe, a Romântica e a Contemporânea foram criadas por Paty Saad, Érica Seccatto e Olívia Zarpellon - marquem esses nomes, logo estarão estourando no mercado.

Problemas no percusso, "dor de cabeça", nervosismo, stress, dores no corpo, investimento grande, surgiram no caminho, mas tudo valeu a pena, e os problemas não foram uma com a outra não... nosso grupo permaneceu forte e isso fez toda a diferença.

O espetáculo foi lindo e quem assistiu ficou impressionada com a qualidade técnica, com a nossa sincronia e segurança, com as coreografias bem ensaiadas e limpas. Todos falaram que foi impressionante, lindo e ela estava de parabéns! Elis Pinheiro é uma super profissional, amiga e uma professora de primeira linha, sua ida à Europa só a aprimorou e sua dança está bem longe dos nossos padrões.

Logo os videos oficiais estarão no Youtube, por enquanto temos as fotos e alguns vídeos no canal do Marcos Elias.

Que venham os novos projetos! Yalla!

















quarta-feira, 24 de abril de 2013

Elenco de "Passagem" Parte 2

Emeline Valejos e inegrante do corpo de baile Elis Pinheiro, do Espetaculo Passagem.
Iniciou seus estudos em 2009 com Munira Magharib. Em 2010 também fez aulas regulares com Elis Pinheiro e seu Curso de Formação para Professoras. Em 2011, residindo em sua cidade natal, Porto Alegre, fez o Curso de Formação Profissional com Brysa Mahaila. Em 2012 realizou os Cursos de Especialização em Técnicas de Quadril e Construção da Música Clássica com Aziza Mor-Said. Participou de cursos e workshops com renomados profissionais nacionais e internacionais. Atualmente segue seus estudos em aulas regulares com Munira Magharib, Aziza Mor-Said, Mahaila El Helwa e Malak e no Curso de Aprofundamento em Dança Oriental com Lulu.





Mariana Quadros e uma das convidadas especiais do Espetaculo Passagem!
Dançarina e instrutora de Tribal Fusion, ATS® e Hatha Yoga. Tem turmas regulares de tribal em Santos e São Paulo e faz workshops e performances em diversos lugares do Brasil. Foi o primeiro Sister Studio do FatChance BellyDance® no Brasil, sendo habilitada por Carolena Nericcio para dar aulas de ATS® no mesmo formato que o estúdio original em São Francisco, CA. Para conhecer mais sobre o trabalho de Mariana, acesse: www.marianaquadros.com










Katia Abreu Farah e integrante do corpo de baile Elis Pinheiro do Espetaculo Passagem.
Katia Farah teve seu contato inicial com a Dança em 1996, desde então fez cursos de formação nas melhores escolas e Workshops com renomados mestres em diferentes estilos. Seguiu a carreira de ensino formando-se em Educação Física, atua em academias e realiza shows como Bailarina profissional.













Zahira Nader e parte do corpo de baile Elis Pinheiro, do Espetaculo PASSAGEM.
Zahira Nader possui 9 anos de experiência em Dança Oriental (Dança do Ventre). Iniciou seus estudos em dança pelo ballet e jazz aos 11 anos, e teve contato com a dança do ventre em 2004 a qual se apaixonou. Bailarina e coreógrafa formada por grandes professores nacionais, trabalhou na Rede Luxor e desde 2009 ministra aulas de danças em seu estúdio em Caieiras. Tornou-se bailarina do Khan el Khalili em 2012 e em seus conhecimentos complementares incluem: dança contemporânea, yoga, jazz, e folclore árabe. www.zahiranader.com











A bailarina Vanessa Castro, de Curtiba - PR e uma das convidadas especiais do Espetaculo PASSAGEM! Muito feliz com a sua presenca, Vanessa!
Vanessa tem 10 anos de experiência e atua profissionalmente como bailarina, professora e coreógrafa. Teve seu primeiro contato com a Dança do Ventre em 2002 e desde então seu amor e dedicação pela arte não param de crescer. Estuda e se aperfeiçoa constantemente. 
É bailarina “Noites no Harém” de uma das mais tradicionais e importantes casas de shows em dança do Ventre: a Casa de Chá Khan el Khalili (SP).
Em 2010 abriu sua própria escola de dança "Studio Vanessa Castro", localizada no piso superior do Restaurante Oriente Árabe em Curitiba - PR. Mantém parceria com o proprietário na organização de eventos e noites árabes. Reconhecida como professora já ganhou diversos prêmios com suas alunas. Atua nos níveis iniciante, básico, intermediário, avançado e formação profissional.


VANESSA OLIVEIRA e integrante do corpo de Baile Elis Pinheiro, do Espetaculo PASSAGEM.
Iniciou a danca na infância por incentivo da mãe que sempre a manteve em atividades relacionadas a dança (ballet moderno , Jazz e dança afro), e ja adulta estudou Danca de Salao.
Iniciou na dança do ventre em junho de 2001 onde segui meus estudos com renomados mestres nacionais ; Lulu Brasil, Shahar Badri, Aisha Jalilah, Najwa Zaidan, Elis Pinheiro dentre outros nomes da dança do ventre na Khan El Khalili e internacionais através de workshops ; Raqia hassan, Farida Fahmy, Amir Thaleb,Sahra Saeeda, Uorsry Sharif,Jillina,Randa Kamel , Mahmoud Redá dentre outros. Participei de grupos folclóricos do Nasser Mohamed e Khamis Araman atuando em eventos e casamentos Árabes, shows com música bandas ao vivo.
 — com Vanessa Oliveira em Sala Crisantempo.


Ila Cassandra e integrante do corpo de Baile Elis Pinheiro, do Espetaculo PASSAGEM.
Bailarina Ila Cassandra, teve seu primeiro contato com a dança do ventre no ano de 2007, firmando em 2008 o início aos seus estudos com a dança e cultura árabe. Hoje segue carreira como bailarina profissional e atua como Professora Trainee do Centro Cultural de Dança do Ventre Shangrilá House.
www.ilacassandra.com.br













Ela faz parte da nova geracao de bailarinas da Danca do Ventre do Brasil.
Kiania Lima e uma das convidadas especiais do Espetaculo PASSAGEM.
Kiania teve seu primeiro contato com a dança do ventre no ano de 1997. Em 2007 iniciou seus estudos em dança com as mestras Aziza Mor Said (KK-sp) e Malak Alaoni (KK-sp). Em 2010, prestou a 11 pré-seleção de bailarinas Khan el Khalili e ingressou no quadro de bailarinas da casa nesse mesmo ano, chegando ao patamar de Bailarina Noites no Harém no ano de 2012.












Mais informações na página oficial do espetáculo: https://www.facebook.com/events/234834993329898/?notif_t=plan_user_joined

Para compra de ingressos:
elispinheiro.estudio@gmail.com
e na  Sala de Danca que é parceira e PONTO DE VENDA OFICIAL dos ingressos.
Entre em contato com a Sala, e garanta seu ingresso com a Angelica, Erica ou Ana.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Elenco de "Passagem" parte 1

É super gratificante fazer parte de mais um espetáculo dirigido pela Elis Pinheiro, por ser uma profissional qualificada e por oferecer um trabalho de qualidade, beleza e bom gosto. Nem preciso enfatizar a nível técnico né? Então vamos conhecer mais o elenco de "Passagem":

                                     Déborah Valério é uma das convidadas especiais do Espetáculo Passagem!
Déborah Valério, Bailarina Internacional pela Bellydance Brasil e La Maison de L’Artiste no Líbano desde 2003. Bacharel em Dança e Ed. Física , com mais de 16 anos de carreira, tem 6 anos de carreira pelos palcos dos países árabes.
Condecorada Primeira bailarina árabe do Circuito CIAD (argentina) em 2010.
Deborah e referência em estilo libânes no Brasil.
Diretora, professora e coreografa do Studio Deborah Valério-SDV, um projeto no qual utiliza sua bagagem cultural e acadêmica de uma forma exclusiva através de suas aulas, eventos e cursos,onde convida grandes nomes da danca nacional a fusionar e trocar informações enriquecendo a divulgação da dança árabe.




Erica Seccato e integrante do corpo de baile Elis Pinheiro do Espetáculo Passagem.
Erica teve seu primeiro contato com a dança do ventre em 2001. Desde então participou de cursos e workshops com os profissionais nacionais e internacionais mais renomados da área. Em 2011 começou a atuar profissionalmente como professora e bailarina. Foi solista do Espetáculo do Estúdio Elis Pinheiro e participou do corpo de baile convidado do Espetáculo de Despedida do Brasil da Bailarina. Atualmente realiza shows em eventos corporativos e se apresenta ao lado do cantor Tony Mouzayek nas noites árabes de São Paulo. 
www.ericaseccato.com.br




Olívia Zarpellon e integrante do corpo de baile Elis Pinheiro, do Espetáculo PASSAGEM.Teve seu primeiro contato com a Dança do Ventre em 2006. Realizou inúmeros workshops com grandes mestres, além de cursos de Formação e Especialização com Elis Pinheiro, Aziza Mor e Priscilla Samra. Integrou o corpo de baile do Show de Despedida do Brasil de Elis. Em 2012, representou o Estúdio Elis Pinheiro no Show de Gala do São Paulo Bellydance Festival, participou do DVD “Expressão Corporal” de Aziza Mor e iniciou seu trabalho como professora assistente nas turmas de Aziza, na Shangrila House.




Angélica Lacerda é integrante do corpo de baile Elis Pinheiro, do Espetáculo Passagem.
Iniciou seus estudos na dança em 2007 com Nandhara Kaaran. Após uma pausa, retornou às aulas com Célia Yohanna em 2008, proporcionando-lhe a oportunidade de estagiar como professora em suas turmas em 2010, mesmo ano em que passou a ministrar aulas. Em 2011 concluiu os cursos de Formação Profissional de Professoras de Dança do Ventre com Elis Pinheiro, Especialização em Técnicas de Quadril com Aziza Mor-Said e formou-se Técnica em Dança pela ETEC de Artes (Centro Paula Souza). Foi aluna de Elis Pinheiro, Hadara Nur, e Mahaila El Helwa (2011/2012) e participou de diversos cursos e workshops com grandes nomes da dança (nacionais e internacionais).


terça-feira, 2 de abril de 2013

Passagem, novo espetáculo de Elis Pinheiro no Brasil

Vem!
Venha assistir um lindo espetáculo dirigido pela Elis Pinheiro.

Dia 11 de maio de 2013 em duas sessões:
17h30 e 21h na Sala Crisatempo
Valores: 40,00 antecipado e 50,00 na hora.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Passagem, o mais novo espetáculo de Elis Pinheiro

Oba!! Mas ela não está na Inglaterra?

Pois é minha gente, teremos mais um espetáculo de Elis aqui em São Paulo no Brasil. E está sendo mais que tudo fazer novamente parte do elenco desse projeto.
Preparadas para um bom show de dança? Aguardem!!
Deixem os finais de semana de maio livres rs.

Mais informações em breve.



domingo, 15 de abril de 2012

Que final de semana mais dançante


Tanta dança, tantas informações! Que delícia passar um final de semana fazendo o que mais gosta: dançar!

Sabadão matei as saudades da "tia Elis", que arrasou no seu workshop de Reciclagem Profissional com técnicas apuradas de quadril, limpeza de movimentos, combinações incríveis e claro uma coreografia de Om Kalsoum lindíssima.

Estou um um gás novo e disposição, adoro essas sensações e o importante é não deixar isso morrer.


E hoje foi a aula do curso de folclore da Pricila... aulinha de Hagalla, o melhor foi nós que fizemos a aula da Elis ontem (só 5 horas), aguentar uma aula de ... nada mais nada menos de Hagalla (ai minha bacia, cintura, abdomem e pernas), mas valeu a pena, quanta informação, história eu estou aprendendo nessas aulas.

Sem contar o MP, o desfile da Simone Gallassi no Shangrilá, a noite de autógrafos da Luciana Arruda no Khan (e eu não pude ir snif), esse final de semana realmente foi bem dançante!

Estou prontinha para rechear esse blog com altas informações: até já!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Khaliji e o curso de formação em folclore

Lá vem eu fazer propaganda de curso oferecido pelo Estúdio da Elis Pinheiro, mas é que todos os cursos oferecidos lá são ótimos e de qualidade. E hoje iniciei o de Formação em Folclore com a Pricilla Samra: excelente!! Mesmo com pescoço dolorido, joelho doendo e cansada, valeu a pena me envolver com a aula e realizar as atividades.

A Pricilla consegue passar as informações de forma íntegra e pasmem... muita informação eu desconhecia ou aprendi errado. O que não é novidade quando o assunto é o folclore árabe. Por isso que decidi fazer esse curso, é uma das oportunidades de eu reciclar minhas informações, aprender mais e praticar, porque são danças que infelizmente não praticamos com muita frequência porém toda profissional de danças orientais tem a obrigação de conhecer, não digo dançar todas e sim conhecer e dançar as principais e mais populares. Então está ai mais uma sugestão e indicação de curso.




E afinal de contas o que é Khaligi?

Com origem no Golfo Pérsico, é dançada na Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes, Iêmen, Iraque, por homens e mulheres. No Egito há uma forma de representar essa dança, o que é criticada pelos árabes do Golfo por não transmitirem a essência. E isso não deixa de ser verdade porque a dança em si é muito diferente da praticada nos países de origem.

Usa-se movimentos de mãos, braços, pernas, cabelos, pescoço, ombros, quadril, e os pés marcam constantemente o ritmo, e o mais comum é o Soudi. Mas há vários outros ritmos assim como há vários tipos de Khaliji.

De acordo com Rossan, o soudi, de origem do Golfo, veio das marcações que um pescador fazia num instrumento de percussão para as crianças que mergulhavam para pegar pérolas não perdessem o próprio ritmo e estourassem os tímpanos. Porque elas tampavam o nariz com pedras, amarravam em torno da cabeça um pano, e mergulhavam no mar, e o ritmo servia como guia. Por isso que falam que é a dança das pérolas.

 Khalijy é o termo árabe para ‘golfo’, e também muito chamada de Samra/Samri. Ela é dançada na Arábia Saudita, motivo pelo qual é conhecida como Saudi. É às vezes chamada de dança do cabelo, pois ele é usado longo e solto, sendo jogado de um lado para o outro, em círculos e em oitos. A ênfase dos movimentos é no trabalho delicado do pé e do torso, além dos gestos de mãos. Há uma batida básica com o pé e variações de movimentos com o thobe (túnica) e com as mãos.

Esse vídeo é a Aziza arrasando num Khaliji bem tradicional:



 A roupa é um thobe largo e comprido (thobe nashal), com bordados e enfeites também chamado de galabia... que é usado somente para isso.  E depende muito do tipo de Khaliji... vamos ver isso?

Khaliji dos Emirados Árabes

É mais tradicional, com movimentos mais contidos e com o uso abundante dos cabelos. A Galabia é larga, mas também pode ser mais justa, o que nos dias de hoje é super comum. Há vários agachamentos, percebe-se nitidamente o ritmo na música e não há instrumentos eletrônicos e nem modernos nela.
Os homens dançam com o turbante branco mas os movimentos são com ênfase no pescoço, tronco e pés. Não há o “molejo de tronco” e muito menos o cabelo.

Olhem esse vídeo que interessante:



Khaliji no Iraque, o Moderno e o que está na Moda

Então é essa a dança folclórica da moda! Mas também é uma delícia! Não sabia dançá-la até hoje e adorei. E é bem diferente do que todas imaginam ou tem ideia do que é um Khaliji.

A galabia é justa, com fendas grandes no lado das pernas, parece mais um vestido de festa com poucos bordados. Os homens não dançam. Não há muitos movimentos de cabelo e o passo básico delas é bem diferente do tradicional pezinho na meia ponta atrás: marca frente e lado saltando – nessa dança saltamos muito, assim como exagera-se nos ombros e nos deslocamentos.

Nesse vídeo dá pra ver bem a diferença:



Outra curiosidade, no Iraque, essa dança serve para as mulheres arrumarem maridos, acontece que  as senhoras ficam sentadas e apenas as novas dançam, e estas aproveitam a oportunidade para fazer contatos ou se esibirem para as mais velhas, algumas responsáveis em arrumar pretendentes para os irmãos, pais, tios e etc, ou apenas indicar a moça.

Espero que essas informações ajudaram a elucidar ainda mais sobre o que é o Khaliji. Depois da segunda aula escreverei mais.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Afinal de contas: o que é dança do ventre?

Antes mesmo de lero blog da Vera e ver o movimento anti-ballet que está rolando no facebook, já pensava em escrever esse post, sobre esse assunto: Afinal, o que é a dança do ventre pura?

A verdade é que ninguém sabe, e o que dançamos hoje é uma dança que acreditamos ser Dança do Ventre - loucura! E nesses momentos lembro da frase do grande Nelson Rodrigues "A unanimidade é burra"! Pois é... odeio as verdades absolutas e as inflexibilidades das reflexões sobre algum assunto.

Na minha opinião é chover no molhado, e todos estão errados, aquelas que querem e lutam por uma dança do ventre limpa, pura, árabe, oriental e sem ballet ou qualquer outra influência - assim como aquelas que lutam pela fusão incorporando todo tipo de dança na nossa dança do ventre.

Vamos refletir:

Somos seres humanos inseridos numa cultura, e numa sociedade, senão seríamos todos Tarzans, Moglis e etc, nesse ponto vale lembrar que há uma diversidade cultural que são produzidas aqui por nós como também é trazida através dos meios de comunicação, graças à internet e globalização isso acelerou muito.

E nós próprios somos seres tão complexos, multis (como falo), com estilos e opiniões próprios e com um caminho que só nós sabemos... o artista possui uma busca, que só ele sabe, as vezes se perde, erra... mas é um processo importante e nunca chegará no fim.

Como podemos punir o artista que experimenta? Que busca seu estilo? Que estuda e deseja encontrar a perfeição?

Lembrei do que o Jorge Sabongi sempre fala: todo artista precisa de direção - é... senão a nossa viagem é muito grande e nunca voltamos né?! Mas isso é assunto pra um outro post.

Dessa forma, nem defendo as que querem uma dança do ventre pura, nem as que lutam pelas fusões. Defendo o artista que estuda, é serio, e cria seu estilo próprio de trabalho. Perceberam que nem entrei no termo bailarina? Estou usando artista!

Antes de ser uma bailarina, sou uma artista, porque estudo história da arte, da dança, das culturas e etc. Acho que isso é importante para mim e é a minha busca.

E toda esses baletts que vemos hoje na dança do ventre, veio com Saida e ela mesma afirma que foi uma fusão, ou seja não é apenas dança do ventre. As bailarinas que se encontram nesse estilo vão segui-la, mas não dá para pegar o que é lindo nesse estilo e acrescentar no seu?

Ela é linda, todas as brasileiras quando a viram queriam ser como ela, dançar como ela, não é verdade?! Virou uma febre e para mim o problema está em outras questões!

Gamal Seif, Yousry Sharif, Lulu Sabongi, Elis Pinheiro, Aysha Almée, Aziza, Randa, Kahina, Jullina, Amara, e outros mestres e mestras usam de forma equilibrada os arabesques, giros, braços... tudo tem que ter equilíbrio!

Não vamos colocar um passé em andeor, saltos, jetés né? A não ser que seja uma dança moderna... por que não? Tudo tem limite e bom senso!

Eu gosto dessa mistura, porque para mim acrescenta e me enriquece como pessoa e artista. Já fui daquelas que subia bem meus arabesques, hoje deixo -os mais baixos, uso braços bem diferentes para fugir desse paradigma. Estou numa outra "onda" mas não condeno meu passado.

Mas quando decido dançar um chorinho, uma sonata ou samba... mudo totalmente meu estilo. O público gosta e eu gosto!

Vamos parar de hipocrisia e respeitar as diferenças. Saber analisar! É claro que conseguimos diferenciar a bailarina que dança dança do ventre com influências positivas e as que dançam uma dança moderna com influência da dança do ventre.

Vamos usar o bom senso! Nossa cultura não pára, a cultura do corpo não pára, e só vamos parar quando o mundo acabar!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Dança do Ventre Integrada ao Corpo, Mente e Coração

Cada vez mais percebo essa integração na dança no modo geral, não há como Dançar de forma mecânica, sem emoção ou expressão. Há quem dança dessa forma, mas é super robótico e ai está a diferença de uma bailarina da outra: passar emoção ao dançar é tudo!

Quero focar o assunto no Corpo, tem como integrar todos os membros ao dançar a dança do ventre, ou dissociamos tudo: braço, quadril, pescoço, braços?

A resposta é: Fazemos os dois - mas cada vez mais estamos integrando todos os membros.

É o que vemos em Randa, Tito, Yousry, Jillina, Amir, Raquia, Saida ... nas fontes de nosso estudo, e as brasileiras não ficam atrás: Elis, Aziza, Lulu, Kahina ...

E o que é integrar? É saber usar muito bem os braços, cabeça, pernas, quadril, mãos ao mesmo tempo. As outras danças já faz isso, mas a dança do ventre faz um caminho contrário:

  • Primeiro ensinamos tudo separadinho, para a aluna pegar as dissociações e os passos de cada vez.
  • Dissociamos o pescoço, o tronco, o quadril, as mãos, os braços do corpo inteiro - justamente por ser dificílimo usá-los de uma vez só logo no começo do aprendizado.

Então para uma aluna iniciante e do básico é necessário esse trabalho de separação, até ela ficar ciente e segura do que está fazendo. E a aluna intermediária já pode começar a trabalhar os braços junto com o quadril e etc.

Na dança o legal é equilibrar, porque ninguém consegue ao menos prestar atenção quando a bailarina integra demais, kkk ela não pára nunca e coloca muitas informações em sua dança, poluindo e cansando o público. Então... cuidado!

Equilíbrio é tudo: integração, usar um passo apenas, expressão, detalhes das mãos, força e leveza - balancear para não deixar sua dança chata e cansativa. Sempre é necessário surpreender o público.

Vejam esse vídeo da Elis Pinheiro, ela já disse que sua busca é a integração perfeita do corpo, acho que dá para ver que o seu caminho está corretíssimo! Não me canso de estudá-la. Percebam como ela utiliza os braços, os deslocamento e os giros ... como também utiliza dos momentos de introspeção - um estilo próprio de dançar.



E agora quero entrar numa polêmica, colocando a seguir o vídeo da Shanan, todo mundo sabe que ela dança plugada nos 220, quando veio no Brasil eu gostei das suas aulas, porque ela integra passos básicos de um jeito original, como o básico egípcio com o redondo - muito louco isso!

Mas... quando ela dança, particularmente, acho super over, um exemplo de como não usar apenas a força e a velocidade rápida para executar certos movimentos. É o estilo dela e da maioria das argentinas e não quero tirar seu mérito, porém a discussão aqui é como integrar o corpo na dança do ventre sem cansar o público e de uma forma bonita e perfeita.

Assistem vocês e depois me digam o que acham:



Integrar corpo, mente, coração quando dançar é minha busca maior que o das técnicas e estudos teóricos - faço tudo ao mesmo tempo! Mas quando danço, me entrego completamente de corpo e alma ao momento.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Deslocamentos e o espaço na dança do ventre


Já foi o tempo que dançávamos apenas num ambiente pequeno, com o público ao nosso redor, não sendo necessário grandes deslocamentos, giros e novos desenhos no espaço. Como já disse: foi o tempo! Não há como negar a transformação e a ocidentalização da dança do ventre, porque hoje ela é uma dança praticada nos palcos além dos restaurantes e casas de chá.

Por que isso aconteceu?
Todas as bailarinas e alunas sabem utilizar o espaço de forma cênica? Conseguem deslocar coreograficamente?

Tudo isso aconteceu graças ao Mahmoud Reda, porque foi o primeiro a pensar na dança do ventre com um espetáculo cênico realizado em um palco. Isso não era a realidade do Oriente, ainda não é se analizarmos melhor alguns países, mas a partir do trabalho desse coreógrafo, criou-se a Dança Oriental, que é a dança do ventre com mais detalhes, desenhos novos de deslocamento, braços e pernas e passos agregados das danças ocidentais. Claro que o Reda estudou e colocou o folclore árabe nesse contexto, não podemos esquecer disso.

A primeira mudança foi a do espaço cênico: das casas, dos bares e restaurantes para o palco!

E dele surgiram os/as bailarinos/as que conhecemos hoje que vieram desse momento e aprimoraram as técnicas do Reda. Como a Raqia Hassan, Yousry Sharif, Gamal Seif, considerados mestres que devemos estudar, estudar e estudar!

Além do mais, o espaço é além daquele que reconhecemos, porque há espaço no nosso corpo, há o espaço do colega que divide a aula e uma coreografia comigo e etc, como o Ivaldo Bertazzo diz:

"O corpo é um volume no espaço e o movimento modifica as relações dentro desse volume sem desfazê-lo. Por várias razões, acabamos perdendo as sensações de tridimensionalidade do gesto, ou nem chegamos a construí-lo".

Por experiência própria é super delicado e ao mesmo tempo complicado iniciar a aluna, que nunca dançou na vida, com as noções de espacialidade e colocá-la para dançar num palco, já que ensinar os passos básicos toma todo o tempo do mundo. Porém há métodos, aos poucos introduzidos, que prepara as alunas e trabalha o deslocamento e o espaço:

  • Trocar posição professora-aluna: não precisamos estar sempre na frente e nem é bom!;
  • Trocas as frentes;
  • Andar muito pela sala com os passos básicos como os 8s, batidas e básicos;
  • Realizar exercícios em roda e de costas pro espelho;
  • Simplesmente andar pela sala - use a criatividade para bolar suas aulas;


Bailarinas que devemos estudar


1 - Raqia Hassan - movimentos simétricos



2- Randa Kamel - criatividade e ousadia, dispensa comentários


3- Saida - bom uso das linhas retas, e desenhos no espaço



4 - Lulu Sabongi - uso das linhas torcidas e em espirais

Esse post foi escrito a partir dos meus estudos e das aulas do curso de "Formação de Professoras" da Elis Pinheiro.

Bom estudo!




terça-feira, 14 de setembro de 2010

Personalidade em ensinar e dançar

Hoje dedicarei meu post para falar de Elis Pinheiro, para dividir minha experiência de aluna do curso de Formação de Professoras criado e dado por ela. Não sou de ficar bajulando ninguém, e sim reconhecer e estou hiper satisfeita com o curso, por vivenciar experiências com ela e pelas aplicações que estou fazendo em minhas aulas.

O curso é inovador, criativo! Estou mudando minha forma de ensinar e dançar. Toda bailarina passa por momentos de reencontro com sua dança e automaticamente há mudanças no estilo, e estou nesse momento passando por isso. E como é bom encontrar alguém disposta a dividir seu conhecimento e suas experiências: isso é uma generosidade rara em nosso mercado – vocês sabem muito bem disso!

Resolvi escrever esse post porque o módulo 3 (dado no sábado passado), mexeu comigo. Além das novas didáticas de ensino, que facilitaram muito a minha vida, aprendi novos métodos de como iniciar improvisação nas alunas (quem dá aula sabe como é difícil), como fazê-las conectar com o próprio corpo e conscientizá-lo e como resgatar a minha integração dos sistemas do meu corpo na minha dança.

Estava numa fase que precisava dessa injeção de ânimo, e hoje estou cada vez mais animada e disposta a aprender cada vez mais. Porque de verdade, estava meio desanimada com a dança do ventre.

Indico o curso para quem um dia quiser ser uma BOA profissional e professora de dança. Quem puder fazer: faça!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Dança com Taças

Decidi escrever sobre essa dança porque estou a ensinando para minhas alunas, e é uma forma delas esudarem. E sinceramente, era uma dança que eu não gostava por limitar os movimentos, por geralmente usar músicas lentas, porém, agora estou amando e vejo que há sim como ousar, criar movimentos novos e trabalhar a expressão corporal e facial através do mistério que essa dança proporciona.

Não sabe ao certo de sua origem, mas é como se fosse uma " versão ocidentalizada e "minimalizada" da Raks el Shamadam - A dança do candelabr", como foi dito uma vez pelo blog da Vera, Amar el Binnaz. Assim o seu significado seria o mesmo: iluminar as pessoas homenageadas, trazer bons fluídos, boa sorte e energia.

É dançada nas festas, casamentos, batizados e aniversários. Usa-se duas taças com velas dentro delas e não há uma música específica e nem um ritmo, nem um traje, apesar das bailarinas optarem em usar vestidos ou roupas que tampem o abdómem.

As taças com velas iluminam o corpo, os trajes da bailarina e também o ambiente. Por isso recomenda-se que este não seja muito claro, mas que esteja na penumbra.

Por ser uma dança mais lenta e delicada, pode-se realizar movimentos de chão, bem como abusar de movimentos de oitos, ondulações, redondos e cambrees.

E com vocês o vídeo da última apresentação da Elis Pinheiro no Kan, com as taças. Sua dança tem a característica de ser forte, envolvente, misteriosa e exótica. Abusa dos braços e dos olhares, e essa coreografia ficou linda, e reparem nos braços!