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sábado, 9 de março de 2013
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
As Atividades Complementares para a Dança do Ventre
Ninguém imagina o quanto é difícil dançar BEM, a dança oriental. Falo dançar bem porque copiar passinhos é uma coisa, e ter a SIGNIFICAÇÃO dos passos em seu corpo é outra.
E claro que há as atividades extras e complementares que vão te ajudar nesse processo. Para mim, em qualquer área há essa complementação necessária para qualquer um ser um bom profissional.
O mais importante: estudo e busca são eternos, ou seja, decidiu entrar nas artes ou no esporte, saiba que terá que praticar e estudar sempre!
O que me mata são os profissionais de outras áreas realizando fusões com a Dança do Ventre, matando os nossos passos!! Falo isso por saber de uma professora aqui da minha cidade que está fazendo isso... bom... se estudar de verdade a nossa dança: PODE - agora... realizar os passos esteriotipando a nossa ARTE: Não PODE! (Falei).
Então vamos lá, essas atividades são as minhas escolhas, e que me ajudaram, e ajudam, a melhorar a minha dança, pode ser que não sejam tão boas para algumas, cada uma tem a sua busca.
1) Ballet e Jazz

Não tem jeito, o ballet ajuda a ter postura, o jazz musicalidade e ritmo. Ambos ajudam na flexibilidade, expressão corporal, consciência corporal e espacial. Sem contar o uso dos braços, isso é super importante para nós, porque esse trabalho limpa os movimentos de braços para a dança do ventre.
2) Yoga
Minha outra paixão, para mim é minha filosofia e religião. Mas se não quer trabalhar esse lados, pode escolher o Hatha Yoga que trabalha primeiramente com os Asanas. Mas o Yoga além de trabalhar força, flexibilidade, desenvolve o equilíbrio corporal e mental, serenidade, concentração e sem contar, que alonga até os ligamentos mais escondidos, tão difícieis de chegar com posições básicas.
E há os assanas específicos para alongar regiões que são trabalhadas na dança do ventre, e isso ajuda a "soltar o nosso quadril" -quer coisa melhor que isso??
3) Alongamento
Nem preciso falar muito que Alongar é Preciso! rs Não tem como, seja qual dança você pratica, o alongamento é necessário. Prepara o corpo para a aula e "solta a musculatura".
4) Pilates
Taí uma coisa que vou começar a praticar, mesmo assim sabemos que é uma atividade mais que indicada para qualquer pessoa, e para quem dança é excelente. Eu apenas tenho o medo de desenvolver muito a força e perder o alongamento, porque o músculo contraindo o nosso corpo fica automaticamente mais rígido.
Cuidado com as atividades que desenvolve a "força" como lutas, musculação e etc, dependendo do treino elas podem acabar com todo o trabalho que a dança desenvolve: delicadeza, alongamento e flexibilidade. Porque geralmente quem "malha" não se alonga e assim os músculos encurtam!
Ajuda na postura, tonifica os músculos, modela o corpo, não é agrecivo, ou seja muito dificilmente você terá lesões como na musculação. Fortalece os ligamentos, arruma a postura. É uma atividade fisioterapeutica e completa.
Essas são as dicas. Até a próxima.
E claro que há as atividades extras e complementares que vão te ajudar nesse processo. Para mim, em qualquer área há essa complementação necessária para qualquer um ser um bom profissional.
O mais importante: estudo e busca são eternos, ou seja, decidiu entrar nas artes ou no esporte, saiba que terá que praticar e estudar sempre!
O que me mata são os profissionais de outras áreas realizando fusões com a Dança do Ventre, matando os nossos passos!! Falo isso por saber de uma professora aqui da minha cidade que está fazendo isso... bom... se estudar de verdade a nossa dança: PODE - agora... realizar os passos esteriotipando a nossa ARTE: Não PODE! (Falei).
Então vamos lá, essas atividades são as minhas escolhas, e que me ajudaram, e ajudam, a melhorar a minha dança, pode ser que não sejam tão boas para algumas, cada uma tem a sua busca.
1) Ballet e Jazz

Não tem jeito, o ballet ajuda a ter postura, o jazz musicalidade e ritmo. Ambos ajudam na flexibilidade, expressão corporal, consciência corporal e espacial. Sem contar o uso dos braços, isso é super importante para nós, porque esse trabalho limpa os movimentos de braços para a dança do ventre.
2) Yoga
Minha outra paixão, para mim é minha filosofia e religião. Mas se não quer trabalhar esse lados, pode escolher o Hatha Yoga que trabalha primeiramente com os Asanas. Mas o Yoga além de trabalhar força, flexibilidade, desenvolve o equilíbrio corporal e mental, serenidade, concentração e sem contar, que alonga até os ligamentos mais escondidos, tão difícieis de chegar com posições básicas.
E há os assanas específicos para alongar regiões que são trabalhadas na dança do ventre, e isso ajuda a "soltar o nosso quadril" -quer coisa melhor que isso??
3) Alongamento
Nem preciso falar muito que Alongar é Preciso! rs Não tem como, seja qual dança você pratica, o alongamento é necessário. Prepara o corpo para a aula e "solta a musculatura".
4) Pilates
Taí uma coisa que vou começar a praticar, mesmo assim sabemos que é uma atividade mais que indicada para qualquer pessoa, e para quem dança é excelente. Eu apenas tenho o medo de desenvolver muito a força e perder o alongamento, porque o músculo contraindo o nosso corpo fica automaticamente mais rígido.
Cuidado com as atividades que desenvolve a "força" como lutas, musculação e etc, dependendo do treino elas podem acabar com todo o trabalho que a dança desenvolve: delicadeza, alongamento e flexibilidade. Porque geralmente quem "malha" não se alonga e assim os músculos encurtam!
Ajuda na postura, tonifica os músculos, modela o corpo, não é agrecivo, ou seja muito dificilmente você terá lesões como na musculação. Fortalece os ligamentos, arruma a postura. É uma atividade fisioterapeutica e completa.
Essas são as dicas. Até a próxima.
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terça-feira, 5 de julho de 2011
Afinal de contas: o que é dança do ventre?
Antes mesmo de lero blog da Vera e ver o movimento anti-ballet que está rolando no facebook, já pensava em escrever esse post, sobre esse assunto: Afinal, o que é a dança do ventre pura?
A verdade é que ninguém sabe, e o que dançamos hoje é uma dança que acreditamos ser Dança do Ventre - loucura! E nesses momentos lembro da frase do grande Nelson Rodrigues "A unanimidade é burra"! Pois é... odeio as verdades absolutas e as inflexibilidades das reflexões sobre algum assunto.
Na minha opinião é chover no molhado, e todos estão errados, aquelas que querem e lutam por uma dança do ventre limpa, pura, árabe, oriental e sem ballet ou qualquer outra influência - assim como aquelas que lutam pela fusão incorporando todo tipo de dança na nossa dança do ventre.
Vamos refletir:
Somos seres humanos inseridos numa cultura, e numa sociedade, senão seríamos todos Tarzans, Moglis e etc, nesse ponto vale lembrar que há uma diversidade cultural que são produzidas aqui por nós como também é trazida através dos meios de comunicação, graças à internet e globalização isso acelerou muito.
E nós próprios somos seres tão complexos, multis (como falo), com estilos e opiniões próprios e com um caminho que só nós sabemos... o artista possui uma busca, que só ele sabe, as vezes se perde, erra... mas é um processo importante e nunca chegará no fim.
Como podemos punir o artista que experimenta? Que busca seu estilo? Que estuda e deseja encontrar a perfeição?
Lembrei do que o Jorge Sabongi sempre fala: todo artista precisa de direção - é... senão a nossa viagem é muito grande e nunca voltamos né?! Mas isso é assunto pra um outro post.
Dessa forma, nem defendo as que querem uma dança do ventre pura, nem as que lutam pelas fusões. Defendo o artista que estuda, é serio, e cria seu estilo próprio de trabalho. Perceberam que nem entrei no termo bailarina? Estou usando artista!
Antes de ser uma bailarina, sou uma artista, porque estudo história da arte, da dança, das culturas e etc. Acho que isso é importante para mim e é a minha busca.
E toda esses baletts que vemos hoje na dança do ventre, veio com Saida e ela mesma afirma que foi uma fusão, ou seja não é apenas dança do ventre. As bailarinas que se encontram nesse estilo vão segui-la, mas não dá para pegar o que é lindo nesse estilo e acrescentar no seu?
Ela é linda, todas as brasileiras quando a viram queriam ser como ela, dançar como ela, não é verdade?! Virou uma febre e para mim o problema está em outras questões!
Gamal Seif, Yousry Sharif, Lulu Sabongi, Elis Pinheiro, Aysha Almée, Aziza, Randa, Kahina, Jullina, Amara, e outros mestres e mestras usam de forma equilibrada os arabesques, giros, braços... tudo tem que ter equilíbrio!
Não vamos colocar um passé em andeor, saltos, jetés né? A não ser que seja uma dança moderna... por que não? Tudo tem limite e bom senso!
Eu gosto dessa mistura, porque para mim acrescenta e me enriquece como pessoa e artista. Já fui daquelas que subia bem meus arabesques, hoje deixo -os mais baixos, uso braços bem diferentes para fugir desse paradigma. Estou numa outra "onda" mas não condeno meu passado.
Mas quando decido dançar um chorinho, uma sonata ou samba... mudo totalmente meu estilo. O público gosta e eu gosto!
Vamos parar de hipocrisia e respeitar as diferenças. Saber analisar! É claro que conseguimos diferenciar a bailarina que dança dança do ventre com influências positivas e as que dançam uma dança moderna com influência da dança do ventre.
Vamos usar o bom senso! Nossa cultura não pára, a cultura do corpo não pára, e só vamos parar quando o mundo acabar!
A verdade é que ninguém sabe, e o que dançamos hoje é uma dança que acreditamos ser Dança do Ventre - loucura! E nesses momentos lembro da frase do grande Nelson Rodrigues "A unanimidade é burra"! Pois é... odeio as verdades absolutas e as inflexibilidades das reflexões sobre algum assunto.
Na minha opinião é chover no molhado, e todos estão errados, aquelas que querem e lutam por uma dança do ventre limpa, pura, árabe, oriental e sem ballet ou qualquer outra influência - assim como aquelas que lutam pela fusão incorporando todo tipo de dança na nossa dança do ventre.
Vamos refletir:
Somos seres humanos inseridos numa cultura, e numa sociedade, senão seríamos todos Tarzans, Moglis e etc, nesse ponto vale lembrar que há uma diversidade cultural que são produzidas aqui por nós como também é trazida através dos meios de comunicação, graças à internet e globalização isso acelerou muito.
E nós próprios somos seres tão complexos, multis (como falo), com estilos e opiniões próprios e com um caminho que só nós sabemos... o artista possui uma busca, que só ele sabe, as vezes se perde, erra... mas é um processo importante e nunca chegará no fim.
Como podemos punir o artista que experimenta? Que busca seu estilo? Que estuda e deseja encontrar a perfeição?
Lembrei do que o Jorge Sabongi sempre fala: todo artista precisa de direção - é... senão a nossa viagem é muito grande e nunca voltamos né?! Mas isso é assunto pra um outro post.
Dessa forma, nem defendo as que querem uma dança do ventre pura, nem as que lutam pelas fusões. Defendo o artista que estuda, é serio, e cria seu estilo próprio de trabalho. Perceberam que nem entrei no termo bailarina? Estou usando artista!
Antes de ser uma bailarina, sou uma artista, porque estudo história da arte, da dança, das culturas e etc. Acho que isso é importante para mim e é a minha busca.
E toda esses baletts que vemos hoje na dança do ventre, veio com Saida e ela mesma afirma que foi uma fusão, ou seja não é apenas dança do ventre. As bailarinas que se encontram nesse estilo vão segui-la, mas não dá para pegar o que é lindo nesse estilo e acrescentar no seu?
Ela é linda, todas as brasileiras quando a viram queriam ser como ela, dançar como ela, não é verdade?! Virou uma febre e para mim o problema está em outras questões!
Gamal Seif, Yousry Sharif, Lulu Sabongi, Elis Pinheiro, Aysha Almée, Aziza, Randa, Kahina, Jullina, Amara, e outros mestres e mestras usam de forma equilibrada os arabesques, giros, braços... tudo tem que ter equilíbrio!
Não vamos colocar um passé em andeor, saltos, jetés né? A não ser que seja uma dança moderna... por que não? Tudo tem limite e bom senso!
Eu gosto dessa mistura, porque para mim acrescenta e me enriquece como pessoa e artista. Já fui daquelas que subia bem meus arabesques, hoje deixo -os mais baixos, uso braços bem diferentes para fugir desse paradigma. Estou numa outra "onda" mas não condeno meu passado.
Mas quando decido dançar um chorinho, uma sonata ou samba... mudo totalmente meu estilo. O público gosta e eu gosto!
Vamos parar de hipocrisia e respeitar as diferenças. Saber analisar! É claro que conseguimos diferenciar a bailarina que dança dança do ventre com influências positivas e as que dançam uma dança moderna com influência da dança do ventre.
Vamos usar o bom senso! Nossa cultura não pára, a cultura do corpo não pára, e só vamos parar quando o mundo acabar!
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Esse tal de Cisne Negro dá o que falar

Finalmente vi o filme nesse sábado e estou impressionada até agora.
Não sei se é por eu ser bem sensível, fiquei super deprê no dia seguinte e nem imaginava que poderia ser por causa do filme - acho que foi.
Porque ele é intenso, forte, você entra no mundo fantástico da personagem, se envolve, leva sustos, fica angustiada com certas situações e no fim... nem sabemos o que foi real e o que era ilusão. Você vive a confusão mental da personagem e torcemos para que ela consiga realizar o papel do Cisne Negro perfeitamente.
Entramos na história da esquizofrenia da personagem da Natalie Portman que gente... vocês precisam ver como ela está ótima, sua interpretação está perfeita e até parece uma bailarina de verdade.
E quem já viveu um mundo de balé sabe que é aquilo mesmo, sem invenção ou sensacionalismo. Toda bailarina tem um tom sado masoquista, busca a perfeição, encara os desafios e entra de cara no personagem e na história que vai dançar - 100% da vida e dedicação para a dança, ou melhor para o ballet clássico.
Adorei rever, no começo, as preparações da sapatilha, o aquecimento, a rotina... foi como voltar ao passado quando eu colocava minha sapatilha no congelador dias antes de me apresentar - manias de bailarina.
E no fim, que não contarei, concluo que ela consegue matar a Nina frágil, dócil e submissa para nascer a Nina forte, sedudora - ela travava uma luta e tanto com ela e com a mãe.
É um filme lindíssimo, com bela fotografia, trilha sonora, cortes e cenas perfeitos - vale a pena ver sim!! Apesar de ser forte e pesado!
Agora tô torcendo por Natalie Portman para ganhar o Oscar, merece muito.
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