quarta-feira, 13 de julho de 2011

Apresentação no Belly Dance Nights

Dancei na última edição quem foi dia 10 de julho e quero parabenizar a Patrícia e os organizadores pelo evento, que não houve atraso, foi super tranquilo, bem organizado e lindo! É um grande sarau, uma oportunidade de mostrarmos nosso trabalho como professora e bailarina.

Na próxima que será em agosto levarei minhas alunas do Básico / Inter, para a maioria das meninas será a primeira apresentação delas e com certeza será um sucesso, porque estamos trabalhando juntas para isso.

Então... lá vai meu vídeo, com direito a um final bem brasileiro: Show é show!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Movimento pela criação do estilo próprio da dança

Só para ilustrar o post passado, colocarei algumas danças dentro da análise Dança Do Ventre com "ballet" e "sem ballet". Apesar de que defendo um estilo próprio com influências seja de qualquer tipo de dança.

O ballet ajuda na postura, leitura musical, linha e desenhos cênicos, flexibilidade, equilíbrio, musicalidade, espacialidade... em fim... em vários quesitos necessários à qualquer bailarina.

Como defendo também o bom senso e o equilíbrio, selecionei, entre diversas bailarinas, algumas que possuem isso, usando ou não passos de balé.

Gostaria muito de que vocês deixassem aqui as suas impressões.

Com vocês a Patrícia Bencardini: gosto muito dela, a dança é limpa, única, tem um estilo próprio e para mim é das que conseguem dançar sem muita influência do clássico.



Não poderia deixar de lado a Soraia Zaied, a defensora da onda anti-ballet na dança do ventre.



Agora a Mahaila com o uso na medida certa dos arabesques, uma apresentação muito linda:



E veja esse vídeo da Kahina, que me deixou de queixo caido! Lindo! Apesar de sabermos como o ballet está presente na dança dela, na apresentação do show em comemoração dos 10 anos Da Elis Pinheiro ela nos supreende. Não há arabesques e sim muitos movimentos variados de quadril, riqueza nos movimentos, leveza, postura, expressão perfeita e m fim, para mim é uma das melhores do Brasil.



E pra fechar, vou colocar uma apresentação da Jillina, Amara e Angeles, em 2009, na Fiel. O que eu gosto nela são as movimentações e o uso perfeito do espaço, sem contar, como colocaram os arabesques em cena. Vale a pena conferir:



O que é certo e errado em todos esses estilos? Todas são resultado de estudo, dedicação, pesquisa, auto conhecimento e práticas de diversas atividades físicas e danças, para conseguirem criar um estilo próprio de dançar.

Eu defendo essa idéia!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Afinal de contas: o que é dança do ventre?

Antes mesmo de lero blog da Vera e ver o movimento anti-ballet que está rolando no facebook, já pensava em escrever esse post, sobre esse assunto: Afinal, o que é a dança do ventre pura?

A verdade é que ninguém sabe, e o que dançamos hoje é uma dança que acreditamos ser Dança do Ventre - loucura! E nesses momentos lembro da frase do grande Nelson Rodrigues "A unanimidade é burra"! Pois é... odeio as verdades absolutas e as inflexibilidades das reflexões sobre algum assunto.

Na minha opinião é chover no molhado, e todos estão errados, aquelas que querem e lutam por uma dança do ventre limpa, pura, árabe, oriental e sem ballet ou qualquer outra influência - assim como aquelas que lutam pela fusão incorporando todo tipo de dança na nossa dança do ventre.

Vamos refletir:

Somos seres humanos inseridos numa cultura, e numa sociedade, senão seríamos todos Tarzans, Moglis e etc, nesse ponto vale lembrar que há uma diversidade cultural que são produzidas aqui por nós como também é trazida através dos meios de comunicação, graças à internet e globalização isso acelerou muito.

E nós próprios somos seres tão complexos, multis (como falo), com estilos e opiniões próprios e com um caminho que só nós sabemos... o artista possui uma busca, que só ele sabe, as vezes se perde, erra... mas é um processo importante e nunca chegará no fim.

Como podemos punir o artista que experimenta? Que busca seu estilo? Que estuda e deseja encontrar a perfeição?

Lembrei do que o Jorge Sabongi sempre fala: todo artista precisa de direção - é... senão a nossa viagem é muito grande e nunca voltamos né?! Mas isso é assunto pra um outro post.

Dessa forma, nem defendo as que querem uma dança do ventre pura, nem as que lutam pelas fusões. Defendo o artista que estuda, é serio, e cria seu estilo próprio de trabalho. Perceberam que nem entrei no termo bailarina? Estou usando artista!

Antes de ser uma bailarina, sou uma artista, porque estudo história da arte, da dança, das culturas e etc. Acho que isso é importante para mim e é a minha busca.

E toda esses baletts que vemos hoje na dança do ventre, veio com Saida e ela mesma afirma que foi uma fusão, ou seja não é apenas dança do ventre. As bailarinas que se encontram nesse estilo vão segui-la, mas não dá para pegar o que é lindo nesse estilo e acrescentar no seu?

Ela é linda, todas as brasileiras quando a viram queriam ser como ela, dançar como ela, não é verdade?! Virou uma febre e para mim o problema está em outras questões!

Gamal Seif, Yousry Sharif, Lulu Sabongi, Elis Pinheiro, Aysha Almée, Aziza, Randa, Kahina, Jullina, Amara, e outros mestres e mestras usam de forma equilibrada os arabesques, giros, braços... tudo tem que ter equilíbrio!

Não vamos colocar um passé em andeor, saltos, jetés né? A não ser que seja uma dança moderna... por que não? Tudo tem limite e bom senso!

Eu gosto dessa mistura, porque para mim acrescenta e me enriquece como pessoa e artista. Já fui daquelas que subia bem meus arabesques, hoje deixo -os mais baixos, uso braços bem diferentes para fugir desse paradigma. Estou numa outra "onda" mas não condeno meu passado.

Mas quando decido dançar um chorinho, uma sonata ou samba... mudo totalmente meu estilo. O público gosta e eu gosto!

Vamos parar de hipocrisia e respeitar as diferenças. Saber analisar! É claro que conseguimos diferenciar a bailarina que dança dança do ventre com influências positivas e as que dançam uma dança moderna com influência da dança do ventre.

Vamos usar o bom senso! Nossa cultura não pára, a cultura do corpo não pára, e só vamos parar quando o mundo acabar!

domingo, 3 de julho de 2011

Crítica positiva


Apenas vou copiar um post escrito pela Vera no seu blog Amar el Binnaz, sobre minha dança. Uma crítica positiva onde tem dicas preciosas, que também servirão para outras bailarinas.

Deixo aqui meu agradecimento e no meio da dança a Vera é uma das pessoas mais sérias que conheço, e sempre compartilha e divide suas opiniões e conhecimentos. São textos, blogs e novos talentos que estão surgindo que estão fazendo a diferença, e isso me faz pensar e acreditar que a Dança do Ventre no Brasil está solidificando e profisionalizando cada dia mais. Tem muita coisa pra melhorar, mas estamos no caminho. Obrigada!

Com vocês A Dança da Leitora. O texto na íntegra AQUI

Olá meninas!!!

Faz muito, mas muito tempo que eu quis fazer essa série de postagens - Dança da Leitora, quando as seguidoras do blog eram figurinhas carimbadas e era mais fácil de controlar esse tipo de coisa, e a coisa foi aumentando eu deixei a série meio de lado. Mas ultimamente eu tenho visto danças maravilhosas de leitoras e amigas queridas que tenho encontrado em diversos eventos, e vou aqui dividir com vocês. Se vocês quiserem ler os posts antigos, clique abaixo:


Hoje vou compartilhar com vocês mais uma vez uma dança da Zahira Nader, que foi apresentada no concurso profissional do E-Ventre 2011. Como eu já informei anteriormente, no E-Ventre as músicas são enviadas com antecedência às bailarinas, e no momento da apresentação a música é sorteada e a execução deve ser de improviso. No E-Ventre 2010 a Sasha Holtz venceu o concurso dançando justamente Enta Omri. Quando vi que a Zahira havia sido sorteada com a mesma música, na hora me veio o pensamento "vai dançar pra cacete, mas a música vencedora do ano passado vai embaçar a possibilidade dela vencer este ano". Como de fato aconteceu. Vejamos a dança:

.... video do e- ventre

A primeira coisa a se notar na dança da Zahira é uma postura excelente e movimentos muito limpos. A introdução dessa versão de Enta Omri é bem longa e eu achei uma má escolha a leitura musical toda de costas para a o público, e isso se estendeu para a primeira frase. No primeiro contato visual dela com os jurados a opção é por um arabesque e uma andada com contratempo. Visualmente é lindo e foi muitíssimo bem executado. Mas sendo um concurso de dança do ventre, acaba virando uma "entrada da bailarina" em lugar errado.

Passado este primeiro momento, aí vemos dança do ventre de altíssimo nível. A Zahira é uma bailarina que consegue administrar bem a mistura de movimentos sinuosos com acentos fortes, e colocou os movimentos nas frases de uma forma muito interessante. Eu simplesmente adorei o soldadinho com arabesque e giro na parte "pergunta e resposta" da música. O trabalho de braços está primoroso, e eu não posso deixar de ressaltar aqui a influência de sua professora, Elis Pinheiro - grande dama do trabalho de braços na dança do ventre.

Uma pena que no vídeo não é possível ver a expressão, mas a Zahira colocou o coração no palco. Ela dançou de uma maneira introspectiva, é verdade, mas foi emocionante sua atuação no palco. Era de arrepiar de verdade, como disse o Falcão sabiamente "era um sentimento que brota do cantinho da pleura e emana até a raiz do chifre"... ahahha, adouro. As juradas consideraram isso um ponto negativo. Eu considero essencial para toda e qualquer bailarina que queira mostrar sua arte.

Enta Omri é uma música maravilhosa porque ela tem todo aquele "taksim kamanja" (violino) que você pode interpretar somente para si mesma, e quando ela vai reapresentando os demais instrumentos é o momento que a bailarina tem para retomar sua comunicação com o público, e na minha opinião foi aqui que a Zahira falhou na escolha e manteve a linha introspectiva quando ela poderia crescer um pouquinho mais na música e jogar todo aquele sentimento gerado na parte lenta pro público e transformar aquela apresentação de concurso numa verdadeira experiência para quem estava assistindo!

No geral foi uma apresentação belíssima, a Zahira é uma profissional de alto nível, tem muito futuro no cenário de dança do ventre de São Paulo, e meu desejo é vê-la muitas vezes dançando, mas principalmente, encantando a todos!

Beijocas!!!

domingo, 26 de junho de 2011

Zahira no BD Nights

Vou dançar na próxima edição do Belly Dance Nights, promovido pela Patrícia Bencardini. Se der tudo certo, e sei que vai dar, em agosto levarei um grupo de alunas.

Será dia 10 de julho à partir das 18h, lá no Biroska A Casa dos Artista, Sta Cecília.
A entrada é 15,00 sem consumação, e precisa fazer reserva antecipada, portanto, quem for precisa me dar os nomes para eles colocarem na lista e reservarem a mesa.

Espero meus amigos chegados e os sumidos, minhas alunas e amigas por lá!

Mais informações no : www.bdnights.blogspot.com

sábado, 25 de junho de 2011

O poeta e a Alma Imoral

Hoje vou falar, ou melhor dar duas dicas da Simone, de entretenimentos que ao mesmo tempo, promovem uma transformação interna no nosso ser: que é impressionante.

A primeira dica é de uma filme beeeem antigo, que na época eu queria assistir mas só consegui vê-lo ontem, baixando na internet, já que é super difícil achá-lo para comprar ou alugar.


O filme é "O carteiro e o poeta", título original é II Postino, do diretor Michael Radford, de 1994 e se passa no sul da Itália. Um filme belo, que é pura arte, com um cenário lindíssimo e um roteiro pra lá de envolvente. Resumindo:

Por razões políticas o poeta Pablo Neruda (Philippe Noiret) se exila em uma ilha na Itália. Lá um desempregado (Massimo Troisi) quase analfabetoé contratado como carteiro extra, encarregado de cuidar da correspondência do poeta, e gradativamente entre os dois se forma uma sólida amizade.

Para quem gosta de Pablo Neruda é um prato cheio. O filme é a própria poesia e a essência do escritor. Mas é baseado no livro Ardiente Paciencia, de Antonio Skármeta. Mais informações Aqui

Ganhou o Oscar de melhor trilha sonora em 1996, criada por Luis Enrique Bacalov. Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro na Academia Japonesa de Cinema em 1997, ganhou os prêmios: BAFTA 1996 (ING), Prêmio David di Donatello 1995 (ITA), e Prêmio Saint Jordi 1996 (ESP).

Gostei muito do filme e recomendo.

Agora vamos ao teatro... finalmente consegui ver "A Alma Imoral", digo finalmente, porque desde 2009 queria vê-la, mas não dava certo os dias e horários. Mas fui ontem e é daquelas peças que você sai tranformado, com vontade de ler o livro, e com várias indagações e nehuma opinião formada.

Louco! Mas quem tem tudo certo na cabeça, não entendeu nada... o início do monólogo já nos deixa pensando... ainda mais quando ela fala que é uma Judia Budista! Adoro isso!!

No meio de tantas opções de teatro, com uma qualificação um tanto duvidosa, todas sobre os mesmos assuntos de relacionamento, das mulheres de 30, de sexo ou guerra dos sexos, eis que encontramos uma verdadeiramente BOA, com um texto intrigante e uma atuação exemplar.

Não é exagero! Tanto que o sucesso é permante, há dois anos, Clarice Niskier lota as salas e faz todos viajarem para seus interiores em busca de respostas ou melhor ainda... nos faz encontrar dúvidas e deixarmos na verdadeira tensão de SER,ESTAR, FAZER, PENSAR...

É uma adaptação pessoal da atriz do livro "A Alma Imoral" de Nilton Bonder, falo pessoal porque ela mesma deixa isso claro no começa do monólogo.

Nua, usando apenas de uma cadeira, um copo d'água, um tecido preto, sem cenário .... a atriz consegue prender nossa atenção durante 1h30: não é para qualquer um! Sem microfone, sem artifícios, ela faz o verdadeiro teatro, que eu estava com muita saudade de ver.

(...) É difícil resumir o texto, mas dá para citar algumas análises que ele propõe. A ideia é tentar reconstruir os significados de “corpo” x “alma”, de “traição” x “tradição” e “preservação” x “evolução”. Vou explicar. A alma é diferente do corpo porque é imoral. A verdadeira alma é transgressora e provoca pensamentos para romper com a moral estabelecida. É representada pela rebeldia e pela mutação. De um outro lado, a tradição é um instrumento importante para a preservação da espécie humana. Representada pelo corpo, pela conformidade e adaptação.

A preservação de algumas tradições pode ser uma grande traição a nossa alma. Ao mesmo tempo que transgredir pode ser uma traição ao nosso corpo, a nossa preservação. Mas sem a traição, não há evolução. Então como se posicionar frente a isso? Esse é o desafio do livro. Tentar buscar um autoconhecimento para estabelecer decisões conscientes. Traído e traidor são a mesma pessoa. Se somos donos do corpo e da alma, a traição sempre estará em nós em algum dos lados. (...) - de Fernanda Guimarães - Leia o texto na íntegra aqui


Prefiro dizer que o texto é bem mais complexo que esse deixado pela Fernanda, porque abre para muitas interpretações e isso depende da nossa própria concepção sobre a vida, a tradição, religião, e alma x corpo. Tem que ler o livro depois para entender melhor, isso é fato! E vou comprar o meu agora.


Fica a dica, para quem é de SP, esse é o último final de semana.

Para mais informações acesse o site: A Alma Imoral


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Figuras da Dança

Adoro esse programa e essas gravações que acontecem ao vivo, por ser uma forma de homenagear aqueles que fizeram a história da dança no Brasil.

Infelizmente é para os bailarinos de dança clássica ou moderna e hoje, no Brasil que há tanta diversidade, poderia também registrar os artistas das outras linguagem: folclórica, dança terapia, street, dança do ventre, contemporâneo, performers e etc.

E a Ana Botafogo é minha diva! Super importante para mim, e quando a vi pessoalmente em Joinville, nunca esqueço da sua gentileza em parar e conversar com a gente. E quando ela dançava Don Quixote... é para tirar o fôlego de qualquer um.

Mais informações: Educativo SP Cia de Dança

É com grande prazer que comunicamos a próxima gravação dos depoimentos públicos da série Figuras da Dança 2011.

Quem estará no palco do auditório do Teatro Franco Zampari, no dia 12 de julho, às 20h, será a grande bailarina, Ana Botafogo.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo email: memoria@spcd.com.br.

Será um prazer reencontrá-los!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

1. Festival Brasileiro de Bailarinos Árabes

Adorei essa iniciativa, mais agora quando vi que a Soraia Zaied será a madrinha. Faz tempo que dança do ventre, ou melhor, a dança oriental, folclórica, são praticadas apenas pelas mulheres. E os bailarinos estão ganhando muito espaço aqui no Brasil e arrasando com seus talentos.

Ainda não vi como será esse festival, quem vai se apresentar... vi a notícia via Facebook e decidi escrever um post sobre ela. A internet é a melhor divulgação!!

Difícil numerar os grandes professores e bailarinos internacionais e nacionais, que se eu colocasse alguns aqui, cometeria injustiça com os outros. E falam a verdade... dá até raiva de certos quadris masculinos e certas expressões!! Melhor que nós mulherada!

Eu mesma vibro quando vejo um homem dançar, seja qualquer tipo de dança, quando ele se entrega e dança bem, fico hipnotizada. Sempre gostei de fazer balé e jazz com professores homens.

Dos mestres, gosto muito do Yousry Sharif, do seu estilo e técnica. No Brasil, o Tarik, Mansur, entre outros... e não posso deixar de comentar do Gamal Seif!

É isso ai! Parabéns pela iniciativa !

terça-feira, 7 de junho de 2011

As apresentações do e-Ventre

Falarei sobre as profissas que puder ver durante o e-vento e sobre a minha avaliação e apresentação. Puder assistir apenas algumas porque cheguei às 16h e peguei o bonde andando maaaaas... o que eu vi foi um arraso e um show de aprendizado e de dança.

Vi bailarinas dançando a essência, o próprio estilo com emoção, delicadeza e arte. E uma dança do ventre eutêntica e diferente. Sempre lembro dos textos da Luana Mello sobre a mesmice que se propagou na dança do ventre: todas dançando do mesmo jeito como se fossem bonecas. Pois bem... vi danças diferentes que me alegraram os olhos, porque ver também é um estudo.

Fátima Braga, Esmeralda (não a conhecia e tem um estilo super marcante), Rhazi, todas arrasaram, com uma dança que não cansa e dá vontade de ver mais e mais. E a mestra de todas nós: Lulu Sabongi! O que falar gente?! Sempre admirei e estudei ela mas a cada ano que passa ela me surpreende, sua dança é cada vez mais apurada, técnica e expressiva.

Lulu dança com o corpo inteiro, com a alma, com a técnica e precisão. Me emocionou em algumas partes, me segurei em alguns momentos para não desaguar. Não é tietagem, porque não sou disso, é meu olhar de admiração e respeito por uma profissional ética, uma pessoa fofa que conversou comigo de igual pra igual - é... acabou ficando uma tietagem isso aqui! kkkk

Sobre a minha dança... todas sabem que a Enta Omri é pura emoção e a maior responsa dançá-la ainda mais pra banca formada por: Lulu, Adriana Bele Fusco, Amara e Esmeralda - mas como não tive alternativa fui que fui.

Era a música que havia mais estudado (claro), porém... quando improvisei me entreguei mesmo, dancei o que havia marcado mas muitas coisas sairam espontâneamente com a emoção do momento. Como a minha expressão que nunca é introspectiva e séria - mas foi o que senti no momento, me fechei e dancei para mim e deixei me levar pela música - só encarei o público em algumas partes e sorri no final, que é onde me senti feliz.

Afinal era a Enta Omri!

Me emocionei muito lá no momento e fiquei no meu mundo. Apesar que lendo o que a Naznin escreveu a respeito, não me arrependo do jeito que dancei, ela se emociou, meu namorado e minhas alunas também.

E foi isso que pegou porque de resto fui bem. Apenas a Adriana curtiu essa expressão e me deu 9.0, o restante me deu 7.0. Engraçado como muda de pessoa pra pessoa. Ao todo fiquei com 168, nem me lembro a nota do terceiro lugar... acho que era 171 alguma coisa.

De restante li muitas coisas boas, incentivos, as minhas qualidades e claro que a Lulu com seu olhar super técnico me deu dicas e correções que ninguém havia escrito. Isso é o que valeu a pena! Ler e ver que são sutilezas que preciso melhorar e isso eu sei que é eterno para qualquer artista.

Claro que fui falar com a Lulu, claaaaro! Não me aguentava e ouvir dela um:

_Você é super talentosa menina! Que postura, que linha! Só precisa deixar mais andeor seus pés e etc... leia e me escreva um e-mail. (nunca pensei que isso ia acontecer um dia),

Olha a sutileza! Bem que a Elis me falou que ela olha e fala o que precisamos ouvir! Lulu arrasa até nisso!

É isso gente! Como terei as prés - seleções na frente e em vista, essas avaliações me ajudarão nisso. Vou pegar as anotações e trabalhar nas aulas particulares e continuar no caminho de aprimorar cada vez mais a minha dança.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

E o e - Ventre?

Tenho tanta coisa pra falar! Que serão necessários mais de um post. A minha impressão é de alegria, emoção e dúvidas mas no geral estou muito feliz pelas avaliações que eu recebi. Para quem não sabe participei do concurso profissional.

Foi a primeira vez que participei e ano que vem estarei lá denovo, quem sabe com um grupo de alunas? E adorei a organização, a energia, não houve atraso, foi tudo bem tranquilo e sem stress. As outras bailarinas super anti-estrelismos =), e no camarim ficamos conversando para descontrair. Ou seja, estávamos lá para fazer o que sabemos fazer, e não houve clima de tensão ou mal dizeres. Isso foi 10!

Só uma coisa que não gostei... quando baixei as músicas elas estavam em uma ordem, depois mudaram essa ordem mas... beleza... se na hora do sortei fosse falado além da faixa o nome da música. Porque em algumas, pelo menos eu, não entraria com véu, outras sim e apenas a que acabei dançando queria estar posicionada. Só isso gostaria que fosse revisto.

Mas é ótima essa proposta e claro que é a mais justa, todas tiveram as mesmas oportunidades porque estudamos as músicas antes e não foi uma surpresa. É uma improvisação estudada!

Confesso que na semana pensei em desistir quando vi quem seriam as juradas, porque a banca era para balançar qualquer uma, e não me arrependo em participar, de dar minha cara pra tapa e ainda dançar tão espontaneamente a Enta Omri - isso mesmo, fiquei com essa música!

Prefiro escrever um post só sobre essa experiência única: dançar Enta Omri para Lulu Sabongi - estive tão instrospectiva porque na hora estava emocionada.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A dança do Ventre e o "Clone"


Faz tempo que queria escrever um post sobre isso, já que a novela está passando novamente vou falar a minha opinião sobre ela, ou melhor, a propagação que a cultura árabe e a dança teve depois que ela foi transmitida.

Eu sempre olho o que a Globo e a TV criam com um olhar diferente e com o pé atrás. Não duvido das pesquisas e da seriedade, eu gosto da novela mas sou uma pessoa que pe da dança do ventre e conhece um pouco, não tudo, sobre a cultura árabe e tenho o discernimento de dizer: isso não é legal... ou... que superficial.

Li alguns textos dizendo a beleza da dança é retratada na novela, o mistério do oriente e etc, etc... Tudo o que é exótico VENDE e no fim, a cultura, a religião, o modo de viver de um povo é mostrado de uma forma comercial e superficial.

O que isso afeta para nós bailarinas e professoras sérias, de dança do ventre?

Para mim, o bom é que a comercialização faz despertar interesses pela dança, ou seja, mais alunas para nós. Mas o valor/aula diminui, e a Dança do Ventre fica banalizada.

Já vi gente com um ano de dança querendo dar aulas, porque viu o jeito que se dançavam na novela e acredita que aquilo é o correto. E ainda copiam o modelito, a maquiagem, os movimentos, que só que é profissional sabe que muitos são excecutados de forma errada.

Independente se é uma novela sobre o Oriente, Ocidente, cultura indígena e afro, na minha opinião deve sempre filtrar as informações e questionar. Tudo tem seu lado bom e ruim, e devemos saber ligar com essas questões.

Entretenimento global = banalização geral!

Para terminar, achei um texto bem legal da Malika que vou linkar para vocês lerem e também para quem não o conhece:

A dança do ventre e o efeito Clone

Vamos ver um mix dos melhores momentos?

terça-feira, 24 de maio de 2011

Depoimento da professora Amanda Gurgel

Não é sobre dança, mas é sobre a educação. E essa professora arrasou em seu discurso e desabafo que resume tudo, o que nós professores sentimos, e temos muita vontade de gritar ao mundo. Ou melhor... para aqueles que nos culpam pela má educação e sistema de ensino precário que há no Brasil.

Professora Amanda Gurgel silencia Deputados em audiência pública.
Depoimento Resumindo o quadro da Educação no Brasil.
Educadora fala sobre condições precárias de trabalho no RN/BRASIL.
(10/05/2011)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Os benefícios da Dança

Só para não deixar esse blog paradinho, porque estou sem tempo em escrever... estou preparando um texto mas ele não está pronto... vou postar um que eu achei no site Conservatório de Dança, que fala rapidamente dos benefícios em dançar.





Os Benefícios da Dança

Desenvolve os aspectos físico, cognitivo, social e afetivo;
* Estimula o trabalho das funções psicomotoras, tais como: esquema e imagem corporal, tônus, equilíbrio, lateralidade, dissociação do movimento, estruturação espaço-temporal; praxia global e fina, ritmo e relaxamento;
* Desenvolve as possibilidades musicais e rítmicas;
* Auxilia no contato com os fatores do movimento (espaço, tempo e intensidade);
* Desenvolve a expressividade corporal e dramatização;
* Previne deficiências físicas e posturais;
* Auxilia na percepção visual e auditiva;
* Socializa, possibilitando conviver harmoniosamente em grupo;
* Amplia a linguagem corporal do aluno e a capacidade motora;
* Desenvolve a criatividade como elemento de auto-expressão;
* Conduz o aluno a aguçar o gosto pela arte;
* Proporciona a aquisição de um corpo ágil, alongado e sadio;
* Desenvolve a disciplina; e
* Possibilita uma opção de profissão.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Na correria: novas turmas e novos cursos!

Estou na correria por isso que esse blog ficou sem atualização. Hoje faço:

  • minha monografia;
  • meus estudos de artes e planos de aulas + projetos;
  • meus estudos da dança;
  • preparativos pro E-Ventre;
  • organização e divulgação eternos do meu estúdio;
  • curso sobre a cultura indígena;

E é claro que sempre há tempo pra minha família, amigos e namorado. Procuro não pensar que sou louca em fazer muita coisa ao mesmo tempo, porque seu eu parar a vida pára comigo!

Em fim escrevo aqui as novidades do estúdio.

Novas turmas de:

JAZZ às quintas 19h - 21h - inicia agora dia 5/5

Dança do Ventre às quartas 20h - 22h - inicia agora dia 4/5

Ainda temos um projeto de iniciar aulas de Balé para crianças e adultos e Dança de Salão, Design Gráfico, Desenho Artístico e Computação Gráfica - Aguardem !

Também vamos participar do projeto da Patrícia Bencardini: Belly Dance Nights



O qual achei super interessante em participar e levar minhas alunas, porque sabemos o quanto é importante para as alunas que já estão prontas para se apresentarem ter esse tipo de experiência, e também sabemos quais os bons lugares para que isso aconteça.

Estamos no aguardo do próximo dia desse evento, do grande sarau democrático promovido pela Patty.